Pregação: Ser o Primeiro!
Quem nunca ouviu falar do “Guinness Book”. Neste livro são impressos recordes alcançados nos quatro cantos do mundo. Nele se lê sobre a maior bolha de sabão com 7.36m de comprimento; sobre o comedor mais rápido de macarrão; sobre a maior pizza do mundo ou sobre o corredor mais veloz numa corrida de costas. Claro que alguns recordes são sem sentido. Às vezes a gente até precisa se perguntar se os tais recordistas não estão com a sua mente um tanto fora do esquadro, mas tudo bem!
Participei, certa vez, de um evento onde 1.100 jovens levaram exatamente 52 minutos para copiar toda a Bíblia, de capa a capa. Isso até foi notícia de jornal naquela região. Lembro que o pessoal se alegrou muito com o feito. Querem saber de uma coisa? Deus não dá muita atenção para um ato desse tipo.
A Bíblia também fala de um livro que é importante para Deus. Trata-se do Livro da Vida (Apocalipse 3.5). Posso garantir que nesse livro não há nenhuma informação sobre alguém que fez a oração mais comprida; sobre alguém que celebrou os melhores Cultos; sobre alguém que conseguiu fazer a prédica mais longa.
Podemos nos alegrar pelo fato de que Deus não está em busca de recordes espirituais. A única coisa que Ele quer é formar uma família conosco. Nenhuma amizade subsiste debaixo de hierarquias. Elas se dão de coração para coração. Por isso, não nos ocupemos com disputas dentro da Comunidade: Qual o Grupo mais forte? Qual o mais espiritual? Qual o mais trabalhador? Qual o mais simpático? Jesus nos diz: “Se alguém quer ser o primeiro, deve ficar em último lugar e servir a todos.” É por aí o caminho. Amém!
Renato Luiz Becker
16.09.2015
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Agradecimento
Jesus continuava viajando para Jerusalém e passou entre as regiões da Samaria e da Galileia. Quando estava entrando num povoado, dez leprosos foram se encontrar com ele. Eles pararam de longe e gritaram: — Jesus, Mestre, tenha pena de nós! Jesus os viu e disse: — Vão e peçam aos sacerdotes que examinem vocês. Quando iam pelo caminho, eles foram curados. E, quando um deles, que era samaritano, viu que estava curado, voltou louvando a Deus em voz alta. Ajoelhou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. Jesus disse: — Os homens que foram curados eram dez. Onde estão os outros nove? Por que somente este estrangeiro voltou para louvar a Deus? E Jesus disse a ele: — Levante-se e vá. Você está curado porque teve fé. (Lucas 17.11-19)
Hoje quero colocar o tema da “gratidão” no centro da nossa reflexão. Pouca gente agradece. Em vista disso, introduzo esse assunto contando uma piada que ouvi há alguns meses atrás. Certa vez, um pastor foi fazer uma visita a um colono da sua Comunidade Cristã. O homem estava orgulhoso com a sua colheita. Assim, animado, mostrou-lhe a sua roça, o seu galpão abarrotado de grãos e tudo o mais que tinha a ver com suas lides. O pastor ouviu tudo com atenção e, num dado momento, sentiu que precisava dizer uma palavra mais espiritualizada para o momento. Foi então que perguntou ao seu interlocutor se ele saiba a quem agradecer por todas aquelas bênçãos. Claro – disse o colono – sei sim! Mas, sabe Pastor! O senhor deveria ter visto o estado destas terras quando Deus ainda trabalhava só por aqui.
Falando sério. Há tantas possibilidades para se agradecer! Esse assunto do agradecimento também está contemplado na história do Samaritano Agradecido. Isso mesmo! Não existe apenas a história do Bom Samaritano, mas também a do Samaritano Agradecido. Nesta história, somente um dos dez adoentados voltou para agradecer a Jesus; para agradecer a Deus. E esse homem que retornou era um estrangeiro.
Essa história nos deixa claro que, facilmente, nos esquecemos de agradecer. Nós vamos levando a vida e, no meio dela, entendendo que as coisas que nos acontecem são tão normais. Notem que Jesus não cura as pessoas de forma cerimoniosa; fazendo estardalhaço; tocando o sino para que todas as pessoas percebam e digam: - Uau! Olha só do que o homem é capaz! Nada disso! Jesus cura as pessoas no caminho. Enquanto elas desenvolvem as suas caminhadas, Ele as cura.
Essa constatação mexe comigo porque, volta e meia, experimento o mesmo na minha vida. Eu estou tocando a minha vida e, enquanto isso, me ocupando com os meus compromissos. De repente, acontecem coisas maravilhosas ao meu lado. Nestas horas eu experimento momentos bons, curas na minha vida. Sim, há detalhes que me alegram por demais na minha “profissão”, apesar do estresse saudável do dia-a-dia. Aqui e ali, esse estresse saudável me presenteia com dinamismo. Lá e acolá, experimento um dia maravilhoso com a família e com os amigos. Isso me faz feliz e, de certa maneira, promove cura em mim. São momentos de paz comigo mesmo, com as pessoas que me cercam, com a natureza que se desenvolve ao meu lado e com Deus que cuida de mim.
O problema é que nem sempre me lembro de Deus; de Jesus Cristo que torna estas situações possíveis. O fato é que estou a caminho e, nele, vou entendendo todos estes detalhes como algo natural que se sucede na minha história. Que coisa! Nesses instantes não me dou conta que Deus está articulando tudo; que Ele é o maestro da minha vida; que Ele me promove tantas curas. Sim, o meu agradecimento fica perdido no vácuo dos meus passos.
Daí então a história do Samaritano Agradecido me lembra de agradecer; desafia-me a pensar no agradecimento e a trabalhá-lo mais e mais na minha vida. Sim, esta história deixa claro que o agradecimento a Deus é algo essencial para uma pessoa cristã. Creiam! A gratidão traz alegria. Saiam por aí e perguntem às pessoas o que as alegra. Vocês perceberão que quem agradece não se sente só; que quem agradece vive com mais facilidade.
Outro dia eu soube de uma pessoa cuja vida pessoal e social estava praticamente zerada e que a sua cura tinha se dado com uma simples mudança de comportamento. O que ela fez? Ora começou a agradecer por cada detalhe da sua vida: Pelo belo corte de cabelo que o seu barbeiro lhe fizera; pela bonita festa que sua ex organizara para a filha; pelo bom serviço prestado pela garçonete; pelo frentista que não tinha esquecido seu nome. Foi desse jeito que a sua vida se tornou muito mais completa. As pessoas passaram a encontra-lo mais simpático e mais alegre na rua. Isso mexe comigo! Com gratidão genuína e sincera eu acabo me relacionando com mais profundidade com as pessoas que estão a minha volta.
Sim, eu estou convencido: Agradecendo eu também me relaciono melhor com Deus! Quando agradeço a Deus, eu cuido do nosso relacionamento. É importante perceber este detalhe e assumir esse jeito de ser para si. Essa reflexão quer deixar explícito o convite para que nos deixemos convencer a experimentar o ensaio do agradecimento diário. Vale a pena! Iniciemos a agradecer de coração.
Renato Luiz Becker
09.09.2015
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ATITUDE!
Queridas irmãs! Queridos irmãos! Queridos Casais! Na sua carta à Comunidade dos Filipenses, Paulo desafia as pessoas a “completarem sua alegria, tendo os mesmos sentimentos, experimentando o mesmo amor e movendo-se pelo mesmo ânimo. Como cumprir esta tarefa em nível de casal? Alicerçando-se apenas nos sentimentos? Impossível! Os nossos sentimentos por si sós não têm a capacidade de compreender as Palavras Bíblicas sobre o amor. Como amar o inimigo? Como não pagar o mal com o mal? Como aceitar cada pessoa como Cristo nos aceitou? Como não deixar de ser misericordioso na conjuntura que vivemos? Como perdoar 7 vezes 70? Como abençoar as pessoas que nos amaldiçoam? Como servir sem se sentir um capacho? Como dar a face esquerda para ser batida depois que fomos espancados na direita? Como permanecer ligados uns aos outros em amor e harmonia?
A vida passa rápida. Enquanto isso os nossos sentimentos mudam nos contextos em que vivemos. Não dá para levar a vida adiante se nos alicerçarmos somente neles, nos sentimentos. Agora, se nos alicerçarmos na atitude então não dependeremos dos sentimentos espontâneos para sobreviver. Vai daí que a atitude precisa cravar suas raízes na nossa mente, no nosso coração. Como estaquear a atitude no nosso peito? Como dominar os sentimentos? Notem que no final do texto de Filipenses 2.2, Paulo cita o famoso “Hino Cristológico”. Jesus tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus. Ele, Jesus, abriu mão de tudo o que era seu para tomar a natureza de um servo. Foi dessa forma que Ele se tornou igual aos seres humanos; igual a nós. (Filipenses 2.6) Paulo cita esta canção com um convite anexo: - Façam da mesma forma! Igualem-se às suas companheiras; aos seus companheiros. Isso é atitude.
Renato Luiz Becker
28.08.2015
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Esperança - O que esperar?
Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Conforme a sua grande misericórdia, ele nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. (1 Pedro 1.3)
Esperamos por bom tempo, às vezes por chuva. Esperamos nos manter com saúde. Esperamos ter boas notas na escola e, mais tarde, um bom emprego. Esperamos encontrar bons amigos. Sim, esperamos tantas coisas...
Sem esperança ninguém pode viver. A falta de esperança nos tira a coragem e a força. Nós precisamos de esperança para dar o próximo passo; para viver...
Mas, e se uma porção das nossas esperanças se destruírem? Se não ficarmos curados da nossa doença? Se não encontrarmos mais trabalho? Se nossas amizades nos deixarem na mão?
Ora, então precisaremos uma esperança que nos dê mais suporte. Precisaremos de uma esperança que seja mais forte do que a morte. Precisaremos de uma esperança viva.
Esta esperança nós temos em Jesus Cristo que, depois de Sua morte e ressurreição, se tornou uma esperança viva para nós. Com a Sua morte Ele matou toda a desesperança. Com a Sua ressurreição, temos uma esperança que vai além da morte.
É claro que sempre iremos continuar esperando pela boa saúde, pelo bom emprego ou pelas boas amizades. Mas, se colocamos a nossa esperança em Jesus, todas as outras esperanças não serão mais tão necessárias. Sim, porque então, Jesus encherá as nossas vidas com a viva esperança para a vida com Ele.
Renato Luiz Becker
24.08.2015
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Os 10 Mandamentos!
E que tal se nós, eleitores e contribuintes, ousássemos e apresentássemos outros 10 Mandamentos aos Executivos Federais, Estaduais e Municipais? O autor desse "sonho" foi Geraldo Samor, um ex-correspondente no Brasil do The Wall Street Journal, da agência Dow Jones e da International Financing Review (IFR). Foi produtor do Podcast Rio Bravo e consultor de hedge funds americanos com investimentos no Brasil. Muito interessante, mas será que é viável?
Mandamento 1: Fica proibido aos titulares do Executivo Federal, Estadual e Municipal organizar ou participar de cerimônias de inauguração de obras. Primeiro, porque elas quase nunca significam que a obra está pronta — só que o governante está louco para aparecer bem na foto. Segundo, elas custam dinheiro e dão a muitos eleitores a sensação de que o governante lhes fez um favor quando, em realidade, não fez mais que a obrigação. A partir de agora, se a hidrelétrica ficou pronta, liguem as turbinas e vida que segue.
Mandamento 2: Os membros dos três poderes passarão a se referir aos cidadãos brasileiros como “o patrão.” Esta obrigatoriedade valerá para documentos públicos, discursos nas tribunas do Congresso e decisões dos tribunais superiores, onde o ar costuma ser mais rarefeito. Os brasileiros trabalham um terço do ano para pagar impostos. Os políticos são seus funcionários. Está na hora de mostrarem respeito e tratarem o chefe pelo nome.
Mandamento 3: Lei Cristóvam Buarque: Os filhos de todo aquele que conquistar mandato eletivo, se em idade escolar, deverão ser matriculados em escolas públicas e ali permanecer durante todo o exercício do mandato do pai ou da mãe. Não haverá exceções. Todo e qualquer “mimimi” deverá ser guardado até que a rede pública esteja a cara de um internato suíço.
Mandamento 4: O Código Penal tipificará como ‘crime contra as finanças públicas’ qualquer empréstimo do BNDES a empresas na lista das 100 maiores do Brasil. O BNDES passa a ser o BPME (Banco da Pequena e Média Empresa), com guichês de atendimento em todos os Estados e análise de crédito centralizada em sua sede. O banco também criará fundos para um grande esforço de investimento em “startups” e capital semente. Está na hora de oxigenar a economia com inovação e turbinar quem tem talento, não só quem já é grande o suficiente para contribuir nas campanhas.
Mandamento 5: A CVM (o xerife da Bolsa) e o COAF (o xerife da lavagem de dinheiro) terão dotação orçamentária própria, autônoma e não-contingenciável. A remuneração de seus diretores, gerentes e analistas será em linha com salários do setor privado. A quarentena será de dois anos. As multas da CVM, cujos valores máximos hoje são fixados, por lei, em reais (e assim ficam defasados com a inflação), passarão a ser atreladas à cota do Fundo Verde.
Mandamento 6: Presidentes e ministros cujos ajustes fiscais atingirem o fornecimento de medicamentos de uso contínuo para pacientes de câncer, AIDS e diabetes serão punidos com exposição direta ao HIV, radiação cancerígena ou doses cavalares de açúcar.
Mandamento 7: Revoga-se a tarifa de importação de servidores, roteadores, desktops e laptops, num empurrão à produtividade do País. Esta reserva de mercado é da época dos militares. Ao contrário do que seus defensores esperavam, ela não pariu uma Apple brasileira, mas garantiu que um computador importado custe aqui quase três vezes mais do que lá fora.
Mandamento 8: No mercado de construção pesada, o Governo fará um grande e espetaculoso esforço para atrair empreiteiros internacionais. Vamos recebê-los como os parisienses receberam os americanos em 1945. Faremos uma brochura promocional com as fotos de todos os empreiteiros encarcerados na Lava Jato, mostrando que instauramos a moralidade e prometendo que, como diz a canção, “daqui pra frente, tudo vai ser diferente.” Os americanos não precisarão ficar de fora do Brasil por temer que uma propina paga aqui os leve à cadeia lá.
Mandamento 9: Nos três poderes da República, ficam proibidos carros oficiais, garçons nos gabinetes e ascensoristas nos elevadores. Estes benefícios, concebidos para facilitar o trabalho de deputados, senadores, ministros e juízes de tribunais superiores, transformaram-se com o tempo em símbolos do descolamento da realidade, do desalinhamento destes servidores com o interesse público. Ministros, deputados e desembargadores dirigirão seus próprios carros (ou contratarão um motorista com seus salários), e não há motivo algum que impeça alguém de pegar seu próprio café e apertar o andar de destino no elevador.
Mandamento 10: O haraquiri fica instituído como a saída jurídica preferencial para os ocupantes dos três poderes que traírem o interesse público. A outra é a Papuda.
A Música é um Presente
A música é um presente. Muitas vezes ela nos lembra duma noite agradável; duma pessoa querida ou até duma primeira vez. Toda vez que ouvimos música, nos brotam algumas lembranças na memória e, nestas horas, revivemos um pouco do nosso passado.
A música também pode servir como uma válvula de escape. Quando sentimos frustração e temos a impressão de que nada funciona na nossa vida, daí então aumentamos o volume da música que está sendo tocada e, de repente, a desesperança diminui em nós e a vida fica mais fácil de ser vivida.
O ato de cantar nos ajuda no reequilíbrio. Muitas vezes nós não temos a mínima vontade de cantar, mas mesmos assim cantamos e acabamos felizes com os sons que transformam algo dentro de nós.
A música também pode significar trabalho. Até que cada nota musical está no seu devido lugar e até que a composição está devidamente ensaiada leva, muitas vezes, um longo tempo. No entanto, a cada problema e a cada avanço, ficamos mais e mais confiantes.
A música pode ferir - não só nossos dedos ou nossos lábios. Depende do instrumento musical que se toca, ela também pode machucar os nossos ouvidos. Nem todo mundo tem o mesmo gosto musical, mas ainda assim tudo é música; sons que fazem bem às outras pessoas.
Eu penso que cada um de nós saiba cantarolar um hino sacro, seja ele tradicional ou moderno. Quando eu me paro a pensar nas circunstâncias em que muitas músicas foram compostas, então eu tenho certeza que os autores experimentaram a música como um presente.
A música pode agir de forma muito diferente em diferentes contextos. Outro dia eu estava num funeral onde uma pessoa de 85 anos estava sendo velada. Em vida, o seu desejo foi que se cantasse o hino 249 do Hinário do Povo de Deus. Alguém de vocês tem lembrança desta música? "Graças, Senhor, eu rendo muitas graças por este novo dia..." Pensei comigo. Que música incomum para uma hora destas. Mas, depois de cantarmos todos os versos, percebi que esta canção resume todas as fases da vida e pensei: - Nossa, que boa escolha!
A música pode ser encontrada em todos os lugares onde as pessoas estão. Existe uma nação que não tenha músicas? Vocês têm notíciade um lugar onde não se dance?
Em todos estes e em outros exemplos nós podemos reconhecer a força da música. Ela não ajuda apenas os músicos, mas também os ouvintes. A música pode ser festiva e também uma oração. Ela pode ser para as outras pessoas, mas também pode ser para nós. É como se alguém estivesse falando conosco através da música. Nós só precisamos ouvir, ficar espertas; espertos e perceber o seu recado.
Como seria se eu, neste momento, refizesse todo esse texto e, ali onde eu citei a palavra “música”, eu inserisse a palavra “Deus”? O texto ficaria surpreendente. Sim, Deus é a nossa música. A música é um presente!
Oi Pessoal!
Dietrich Bonhoeffer, o nosso mártir luterano, disse certa vez que a "Igreja Cristã é um hospital". Ora, isso bate com a palavra de Jesus: "Os sãos não precisam de médico!" No domingo passado preguei sobre o texto de 18.9-14. Boa leitura!
Tem Misericórdia de Mim!
O fariseu e o coletor de impostos retratados no texto de Lucas são homens pecadores. O fariseu se vê como um sujeito muito correto e, por isso mesmo, muito querido por Deus. Uma amiga minha diria que “ele não se acha, mas se tem certeza”. Já o publicano se vê no espelho como um pecador indecente que não tem a mínima chance de salvação.
Isso mesmo! Estes dois homens têm conceitos diferenciados de si mesmos. Enquanto o fariseu se vê no topo numa escala de 1 a 10, o coletor de impostos se vê na parte mais inferior da referida tabela. Notem que o Coletor de impostos só foca Deus na sua fala. Ele sabe que só poderá experimentar a vida pela misericórdia de Deus. Pois é justamente este sentimento que o faz ser grande diante do Pai.
Querida Comunidade! Se para Deus existe uma “elite”, então dela só fazem parte as pessoas fracas e “quebradas”, tais como o cobrador de impostos e como as crianças que dependem das mães e dos pais para sobreviver. O que vale para Deus não é o sentimento de tranquilidade e nem tampouco o de intranquilidade espiritual. Deus se doa, Ele se aproxima de nós a partir de um jeito de amar inexplicável. É em vista desse amor que nós podemos nos aceitar como somos e, ao mesmo tempo, aceitar as pessoas que caminham ao nosso lado como são. Isto é o puro Evangelho.
Certa vez eu visitei com regularidade um sujeito que chorava muito a perda da sua esposa. Sempre que eu chegava perto dele, ele se lamentava. Sua família me informou que ele chorava em média uma hora por dia. Confesso que fui perdendo a paciência com aquele comportamento. Certa manhã eu me encontrei com sua mãe e lhe disse: “Olha, está difícil! O problema do seu filho parece não ter solução. A sua vida é só dor e desespero. Estou me cansando com esta mesmice”. Aquela mulher calou, olhou nos meus olhos e reagiu: “Pastor!... O meu filho precisa do senhor. Quando o senhor chega perto dele é como se Jesus se aproximasse da sua cama."
Um pouco antes de me mudar daquela Comunidade, visitei-o pela última vez. Na despedida ele me alcançou um presente. Depois de nos abraçarmos ele explicitou que “não tinha palavras para agradecer ao cuidado que eu tivera com ele naqueles dias de visitas; que ele nunca sentira da minha parte qualquer condenação.” Uau!
Renato Luiz Becker
18.08.2015
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Uma Questão de Tempo
Vocês têm tempo? Vocês tiraram tempo para estarem aqui? Na teoria o tempo sempre é suficiente e nunca se acaba. Então, se isto é verdade, porque todo este estresse com queixas da falta do mesmo?
De um modo geral, nós carregamos a percepção de que estamos perdendo o controle das coisas e que, portanto, precisamos de mais tempo. Os cientistas neurobiológicos constataram que, em situações de estresse, o nosso cérebro perde a capacidade de distinguir entre informações importantes e desimportantes. O resultado disso? Ora, nos atolamos ainda mais nos nossos problemas. Mais do que isso, passamos a ter o sentimento de que o tempo escorre pelos nossos dedos e isso nos faz sofrer. Enfim, nós não nos estressamos porque não temos tempo, mas nos falta o tempo porque estarmos estressadas ou estressados.
Queridas Pérolas! Já passa da hora de puxarmos o freio de mão; de nos presentearmos com um tempo de lazer. As pessoas que não tem tempo dão mostras que não investem tempo em si. O que faríamos com o tempo disponível? Saberíamos como usar esse tempo de sobra? O que é que lhes faria bem?
As pessoas que pensam poder abdicar de um tempo para si correm o risco de adoecer gravemente. Notem que o nosso ritmo de vida só pode ser acelerado parcialmente e a sociedade sempre vai prover possibilidades de mais aceleração. Quem cair neste engodo se desnorteia. Sim, porque, de repente, esse ritmo fica insustentável e, como o nosso corpo tem seus limites, ele reage com “burn-out” ou até com um ataque cardíaco. Daria até para se afirmar que quando isso acontece se tem aí um “infarto do tempo”.
A Solução? Desacelerar? Isso é apenas uma meia verdade. O fato é que o tempo tem muitas facetas. Mozart, por exemplo, percebeu que na música há 23 ritmos diferenciados entre o ritmo lento e o rápido. Por isso, já passa da hora de descobrimos o tempo, o nosso tempo. A vida não é uma simples passagem. É surpreendente que, dada a brevidade das nossas vidas, não tenhamos mais tempo para curti-las. Em outras palavras: Vivemos ou ainda nos estressamos? Quanto tempo ainda vamos necessitar para perceber o que verdadeiramente importa?
Às vezes, gostaríamos de ter o domínio do tempo e nos mostramos infelizes pelo fato de não podermos controlá-lo. O nosso Deus é o Senhor do tempo. Foi Ele que nos presenteou cada minuto da nossa vida para usufruirmos com alegria. O tempo é uma dimensão criada por Deus. Para Ele, mil anos são como um dia. Ele sabe do dia de ontem, conhece o dia de hoje e tem ciência do dia de amanhã.
As pessoas que, na Bíblia, dão testemunho deixam claro que o “tempo está nas mãos de Deus”. Com isso elas querem dizer que não precisamos nos meter no mundo com o intuito de “caçar”, perseguir mais vida. Nós não precisamos nos preocupar com a possibilidade da falta de qualquer coisa que seja. Se isso não é algo bom, então não sei mais nada! Experimentem voltar-se para o Deus da vida e permitam que Ele lhes presenteie o bom tempo, já a partir de hoje.
Renato Luiz Becker
13.08.2015
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O Perdão Diário!
Vocês já viram uma pessoa irritada? O seu rosto fica vermelho. As suas veias se incham, tanto nas têmporas como na testa. A sua pressão arterial sobe. A adrenalina inunda o seu corpo. O seu equilíbrio fica prejudicado. Os seus olhos ficam frios e repelentes. Não, tal comportamento não é um bom testemunho! Para refletirmos sobre este tema baseio-me no texto que lemos na Carta de Paulo em Efésios, mais especificamente no verso 26: “Se vocês ficarem com raiva, não deixem que isso faça com que pequem e não fiquem o dia inteiro com raiva.”
Paulo conhece o dia a dia da nossa vida cristã e, por isso, vai direto ao ponto: Quando vocês estiverem com raiva; quando uma palavra for dita num tom muito alto e vocês se feriram com ela, por exemplo, então acabou de acontecer alguma coisa muito ruim nas suas vidas.
Às vezes, uma irritação sentida se dissolve rapidamente como a fumaça. Paulo não coloca todas as suas fichas nesta possibilidade e sugere: “Não piorem as coisas assumindo uma postura dura e implacável.” Raivas que se dissipam de forma muito rápida podem produzir profundos ressentimentos. As raízes de amargura que, durante anos, se instalam nos nossos corações até podem ser carregadas para dentro do túmulo, mas, antes disso, nos fazem muito mal. Aquelas e aqueles que não quiserem correr este risco, tem um dia de tempo para pensar na possibilidade de “não permitir que o sol deixe espaço para a escuridão".
É claro que nem toda discordância pode ser trabalhada até o por do sol. Mas o perdão pode tornar-se visível sem que seja proferida nenhuma palavra. Vejam! Um sorriso hesitante pode sinalizar ao nosso opositor que sentimos tê-lo ferido; que esperamos a sua ajuda no sentido de vir ao nosso encontro para resolvermos de vez essa questão de desavença.
“Perdoem-se uns aos outros...” Quantas feridas por causa da falta de perdão nas ralações entre pais e filhos!... De repente, o pai, com seu jeito de ser, de forma consciente ou inconsciente, pode ter dito alguma coisa inconveniente que simplesmente derramou a “última gota”. Essa atitude deu vazão às palavras do filho que soaram carregadas de raiva.
Há quem diga que depois da “tempestade vem a bonança”, mas isso não é bem assim. Relâmpagos podem causar grandes danos na natureza e o granizo pode destruir uma colheita inteira. Agora, se depois de uma “explosão”, o perdão ocupar espaço, há grande chance do amor; da paz e do afeto caloroso receberem outra chance. Queira Deus que isso aconteça antes do sol se por.
Vocês são criativos. Estendam esse exemplo para dentro da vida familiar de vocês e, certamente, ganharão muito. Amém!
Renato Luiz Becker
08.08.2015
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A Multiplicação dos Dons
2 Reis 4.42-44 e João 6.1-15
O assunto dos dois textos bíblicos foi a “carência de pão”. Na nossa Comunidade também “falta pão” quando constatamos pouca participação nos Cultos; quando sonhamos com gente mais comprometida; quando notamos falta de fé... Jesus desafiou Seus discípulos a resolverem a questão da fome de cinco mil pessoas. Filipe olhou dentro do seu bolso e expressou sua incompetência. Já André percebeu um menino disposto a cooperar com cinco pães e os dois peixes e repassou esta informação a Jesus que, se fez ativo acabando de vez com a escassez. Imaginem o burburinho.
Num primeiro momento Jesus promove ordem. O povo deve assentar-se. Nada de correria em busca da pouca comida; nada de empurra-empurra; nada de usar o cotovelo; nada de atropelos. O povo se acalma e espera com paciência a comida. Jesus agradece e depois reparte o “pão”. Fazemos isso? Agradecemos pelos dons; pelas habilidades e pelos momentos que Deus nos presenteia? Precisamos reaprender a agradecer a Deus com o coração, mesmo diante do que é pequeno?
Não está escrito no texto bíblico que o pão se multiplicou na frente das pessoas para ser repartido. O pão se multiplica no momento da repartição. É no encontro de Jesus com as pessoas que o pão se torna suficiente. Não são as pessoas que compartilham, mas é Jesus quem compartilha o pão com o povo e todos ficam satisfeitos. Aquelas cinco mil pessoas não tinham nada a oferecer e, mesmo assim, ficaram satisfeitas. O texto fala que ainda sobraram 12 cestos cheios.
Esse milagre fala do suprimento de uma necessidade da vida. O que é realmente útil e necessário pode ser muito libertador. Vai daí que a pergunta pela “utilidade” deve ser constante. Comunidades de Fé que sabem aonde querem chegar “contagiam” e inspiram seus membros a se engajarem na Proposta de Deus. Não somos nós que fazemos a vida comunitária acontecer. Essa percepção não é um desprezo ao nosso engajamento, mas é, isto sim, um alívio e um encorajamento. Tal como Deus nos dá o pão, Ele também nos dá os dons para edificarmos a Comunidade.
Tal como Jesus atuou na história da multiplicação dos pães, assim também nós somos chamados a usar os dons que Deus nos deu para construir a Comunidade; para edificar o Corpo de Cristo. Quem de nós se sentir pequeno, insignificante e incapaz de cumprir esta tarefa porque, aparentemente, ainda não descobriu grandes dons em si, esse deve pensar no menino com seus cinco pães e seus dois peixes. Foi com esse pouquinho que aquele garoto ajudou a saciar a fome de 5.000 pessoas. Quando Deus abençoa uma obra, aí o pouco se transforma em muito e mais do que suficiente.
André percebeu o menino com seus cinco pães e dois peixes. Essa descoberta matou a fome de cinco mil pessoas. Fiquemos atentos aos dons que Deus nos deu; que Ele deu às pessoas que circulam ao nosso lado. Uma vez descobertos, tornemo-los férteis. Os dons nunca concorrem entre si, mas se somam com o objetivo de enriquecer. É desse jeito que Deus quer construir, fortalecer e guiar a nossa Comunidade.
Nesse projeto todos nós somos peões, igualmente importantes e valiosos. Assim, agradecidos, alegremos-nos e animemo-nos pelo fato de Deus nos orquestrar tal como o maestro o faz com a orquestra. Esta atitude enriquecerá a nossa vida e, ao mesmo tempo, preencherá os nossos corações dos vazios aos quais eles são acometidos.
25.07.2015
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E se perdermos nossa Alma?
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05.07.2015
O mesmo vale para as tais “mentiras brancas”... Para que dizer uma mentira assim? Para nos proteger? Para protegermos a pessoa com a qual dialogamos? Superemos o nosso orgulho e digamos: “Eu não vou bem, mas obrigado por perguntar!” Recentemente eu fiz algo semelhante. Meu colega ficou surpreso, mas, no final das contas, percebemos que a honestidade é libertadora. Ousemos viver assim: Dizendo “sim” e “não” de forma honesta e amorosa. Amém!·
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04.07.2015
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A Corrupção!
Depois de uma gripe prostrante; depois do Mensalão; depois do Petrolão e depois do Fifão, confesso que não resisti. Eis aqui uma pequena visão de como a Bíblia vê a corrupção.
Certa vez o filósofo, escritor e matemático, Georg Christoph Lichtenberg escreveu que “estranhava o fato das pessoas exalarem felicidade enquanto lutavam por sua fé, mas não demonstrarem a mínima vontade de viver de acordo com as suas máximas. Hummm...
A corrupção é uma doença que ataca todas as nações, sejam elas pequenas ou grandes; pobres ou ricas. Vaí daí que toda a humanidade deveria combatê-la com toda a energia disponível. A corrupção, esse vírus que sempre existiu, é o mais duro de ser combatido.
A palavra “corrupção” vem do Latim: “corruptus”. Antigamente esta palavra era usada como sinônimo de “pecado”. Na verdade, a luta contra essa “doença global”, que ataca o corpo da sociedade, é uma das tarefas mais importantes das Igrejas, e isso em cada país.
Em Êxodo 23.8 se lê: “Não aceite dinheiro para torcer a justiça, pois esse dinheiro faz com que as pessoas fiquem cegas e não vejam o que é direito, prejudicando assim a causa daqueles que são inocentes.” Aqui, no antigo Livro da Lei de Israel, se lê este recado que resume o Mandamento de Deus. Aqui neste verso bíblico se pede que os denunciantes; que as testemunhas e que os juízes não sejam corruptos. Na jurisprudência se faz distinção entre o que é “presente” e o que é “suborno” (sachod). Está proibida a corrupção passiva e também a ativa.
No Antigo Testamento a palavra hebraica mais importante para “corrupção é “sochad”. Existem outras como “baetza” (lucro indevido) e “kopaer”. Se quer que denunciantes, testemunhas e juízes não caiam nesta tentação. Quando se quebra a verdade acontece a corrupção (Êxodo 18,21). Ela, a corrupção, é como um ferimento grave e purulento na relação da mulher e do homem com Deus. Aos olhos do profeta “sochad” significa a quebra do bem maior da comunidade e também o afastamento de Deus.
O profeta Samuel, no seu discurso de despedida, deixou claro que não tocou a mão em dinheiro corrupto. (1. Samuel 12.3) Já seus filhos não agiram assim e se deixaram corromper (1. Samuel 8.3). Vontade de lucrar mais e mais é a mãe da corrupção. O profeta Isaías (Isaías 56.9-12) chama a atenção das lideranças comunitárias que elas só têm interesse de “buscar os seus interesses escusos”. Deus põe a mão na moleira do povo de Israel por causa da sua culpa quando o assunto é lucrar, lucrar, lucrar... (Isaías 57.17). Eis aqui a escada da corrupção: Ela começa nas pessoas mais poderosas, envolve as mais medianas e, por fim, infecciona todo o povo.
Pelo fato do povo de Israel ter reconhecido o mal que a corrupção pode causar, foi que os seus líderes alertaram os povos vizinhos. Sim, Israel os chama a ajudar no enfrentamento desses novos desafios que se mostram. Essa importante informação já precisa acontecer na educação das crianças. Os sábios israelenses aprenderam dos egípcios que a “corrupção dos juízes “espezinha” os pobres. Tais atitudes implodem a sociedade. Por isso, leia-se Provérbios 29.12: “Quando um governador dá atenção a mentiras, todos os seus auxiliares acabam se tornando maus.” O justo juiz, por outro lado, é abençoado (Provérbios 29.14).
As mais importantes virtudes comunitárias são generosidade, tolerância e humildade. (Provérbios 25.21) Onde estes valores são vividos dentro da sociedade, morre a corrupção. O “corrupto” passa a ser escanteado (Provérbios 11.30). Na Lei do Antigo Testamento (Thora) está escrito que “um homem justo é o exemplo para os jovens” (Provérbios 12.1). Quem quiser encontrar o caminho reto na vida, precisa ter olhos de águia e uma consciência clara e crítica.
A corrupção sempre acontece entre duas ou mais pessoas. Em termos éticos daria para se dizer que a corrupção é um pecado social. Sigilo, fraude e engano é sua marca registrada. No geral, as pessoas corruptas têm muito poder. Poder para influenciar as decisões; poder para inventar novas leis; poder para legalizar suas ações corruptas. Esta é a forma mais antiga e mais avançada da justificação. Não “justificação somente pela graça”, mas pelo Seu próprio poder!
Os sinais da corrupção são iguais em todo o mundo. Ela existe nos setores abertos e privados; em países pobre e ricos. Ela inclui suborno, extorsão, influência indevida, nepotismo, fraude e fundos escusos para os processos de certos membros do governo que precisam de ajuda financeira. O Antigo Conselho dos Anciãos de Israel foi um símbolo bíblico de resistência contra a corrupção. Também havia um e outro ancião corrupto. (Isaías 1.21-26). Em Jeremias 22.13-16 observamos o resultado disso. Corrupção é roubo. O “rei”, na concepção de Deus, pratica a justiça (Salmo 15.5).
A causa da corrupção é o “desejo” (hamad) (Êxodo 20.17). Tanto o desejo sexual como o desejo ganancioso material têm a mesma raiz. As pessoas corruptas sempre têm consigo uma coleção de armadilhas prontas para o uso (Jeremias 5.26). Os corruptos fazem seus negócios no escuro. Eles meditam o mal nos seus leitos. Na sua luxúria eles saqueiam os campos e as casas. Eles também praticam a violência contra o homem e sua casa; contra os proprietários e suas posses (Miquéias 2.1-2; 3.1-4). Os corruptos corrompem o que bom (Gênesis 1.31). Idéias obtusas comandam suas vidas.
A corrupção é uma ação contagiosa que afeta o habitat dos povos. Uma vez que o coração humano está caído, a criação tende a cair também. A pessoa sem Deus está contaminada pelo pecado e daí que ela só se alimenta do pão da impiedade; que ela só mata sua sede com o vinho da violência (Provérbios 4.17). As consequências da corrupção são sentidas até na cadeia alimentar: “Eles vão comer o pão em luto e beber a água com horror... As cidades habitadas serão devastadas, e a terra se tornará em desolação" (Ezequiel 12.19-20).
Resumindo: A corrupção é o pior pecado que pode existir. Levemos em conta o texto de Êxodo 23.8 “Não aceite dinheiro para torcer a justiça, pois esse dinheiro faz com que as pessoas fiquem cegas e não vejam o que é direito, prejudicando assim a causa daqueles que são inocentes.”
Renato Luiz Becker
01 de junho de 2015
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Pentecostes - “O que será que isso quer dizer?”
No quinquagésimo dia da Páscoa
os seguidores de Jesus estavam reunidos, esperando o cumprimento da promessa. “Quando o Espírito Santo descer sobre vocês, vocês
receberão poder e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e
Samaria e até nos lugares mais distantes da terra.” (Atos 1.8)
No
dia de Pentecostes os judeus comemoravam a Festa da Colheita
(Êxodo 23.14-17). A
palavra pentecostes é grega e quer dizer “qüinquagésimo (dia)”, pois o
dia de Pentecostes era comemorado cinqüenta dias depois da Páscoa. Sete
semanas depois de terem colhido os primeiros feixes de trigo.
Por isso, esse dia também foi denominado de Festa das Semanas (Êxodo
34.22; Levítico 23.15-21). E, posteriormente, esse dia também passou a ser o
dia, no qual os israelitas recordavam entrega das tábuas da Lei por Deus a
Moises no Monte Sinai.
Por
isso no dia de Pentecostes havia muitas pessoas em Jerusalém. E de repente o
ambiente, no qual os seguidores de Jesus estão reunidos é tomado por um vento
muito forte e “viram
umas coisas parecidas com chamas, que se espalharam como línguas de fogo.”
É dessa forma que a presença
do Espírito Santo se torna audível e visível para os seguidores de Jesus. Não
se trata de um fenômeno interior, um processo dentro da psique, mas da
intervenção de Deus. O sopro do Espírito vindo do céu soava como de
um vento muito forte. Ele renovou totalmente a atmosfera, criou um novo
clima no ambiente, deu fôlego aos seguidores de Jesus. E as “chamas, que se espalharam como línguas de fogo”,
irradiaram, no tempo e espaço, a energia divina, que
transforma e renova a vida, dá coragem e capacidade para testemunhar.
O vento e as
chamas, as línguas de fogo, são sinais
da presença e da atuação de Deus que alcança todas as pessoas.
De maneira que os seguidores de Jesus passam a falar “das grandes coisas que Deus tem feito”. Daquilo que Deus
fez por nós por meio de Jesus Cristo.
A pregação é
simples. Ela não tem qualquer apelo, nem
insistência para uma decisão. Os
discípulos não falam de si, de seus pensamentos, descobertas, circunstâncias do
coração e seus sentimentos. Pedro expõe a seus ouvintes as promessas da
Escritura e seu cumprimento. Ele aponta para as palavras que Deus disse
pelo profeta Joel e as relaciona com os fatos que estão ocorrendo.
Pois,
uns perguntavam: “O
que será que isso quer dizer?” E outros zombavam, dizendo: ”Esse pessoal está
bêbado!”
São as palavras
da Escritura que lançam luz sobre os fatos. Os
fatos cumprem as palavras da Escritura, tornando-as uma realidade atual aqui e
agora.
Hoje
vocês estão participando daquilo que Deus está realizando. Vocês estão
vivenciando o começo de um novo tempo. E o
que está em jogo nesses dias é a salvação do ser humano.
E as pessoas começam a se ajuntar para ouvir o que está
sendo anunciado. O evangelho cria a
unanimidade cordial entre pessoas que antes eram completamente estranhas entre
si.
O
Espírito de Deus nos une. Ele cria unidade e comunhão de verdade.
Ele é o Espírito de amor, de paz, de justiça.
E
o verdadeiro milagre de Pentecostes é que “cada um podia entender na sua própria língua o que os
seguidores de Jesus estavam dizendo.” (v. 6) Não eram os
discípulos que falavam idiomas distintos, mas cada ouvinte é que escutava o que
era dito na sua língua.
Não
nos cabe esperar por um “novo Pentecostes”, mas devemos dar espaço ao Espírito
que está presente desde o dia de Pentecostes. O Espírito vive e atua na igreja
e faz com a palavra de Deus seja anunciada para nós pessoas.
A
proclamação do evangelho revela a condição do ser humano e conduz à redenção.
Pois “todos
os que pedirem a ajuda do Senhor serão salvos.”
O
Espírito Santo abre os nossos olhos para o mundo de Deus e nos conduz na fé
em Jesus Cristo, nos capacita com dons e talentos, nos dá uma energia e
entusiasmo pela vida, pela vida em comunhão, em comunidade.
Essa
história continua e nos envolve pessoalmente em seu desenrolar, requisitando
nossa oração, nossa contribuição e nosso empenho pessoal.
Por isso, alegrem-se neste culto de Pentecostes, pois o
Espírito Santo que recebemos como o primeiro presente de Deus também age em
nossas vidas, fez nos ouvir “das grandes coisas que Deus tem feito”. Daquilo que Deus
fez por nós por meio de Jesus Cristo. Por isso, somos comunidade e testemunhamos a Jesus, o Senhor que traz vida e
salvação para todas as pessoas.
Portanto, se você pedir a ajuda Jesus, ele dará a você a
salvação. Então, você viverá em comunhão, na alegria da salvação. E você estará
tomado pela energia divina, que transforma
e renova a vida, que dá coragem e capacidade para testemunhar o que Deus tem
feito. Amém.
Pastor Mauri Sclösser
24.05.2015
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PAZ FÍSICA E ESPIRITUAL:
Pastor Renato Luiz Becker
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Convite para a Libertação!
Quem de nós já não recebeu um convite? Aqui e ali, somos convidados para uma festa. Nós aceitamos alguns destes convites, já outros não. Também é assim que convidamos pessoas para nossos eventos e muitos dos nossos convidados não aceitam o nosso convite. Isso é normal.
Os convites comprometem tanto os anfitriões como os hóspedes. Quem convida precisa prestar atenção se as pessoas convidadas têm algo em comum ou se, de repente, elas podem se sentir marginalizadas. Como hóspedes procuramos mostrar o que temos de melhor nas festas. É por isso que, antes de nos envolvermos com as outras pessoas convidadas, damos uma última olhadinha no espelho. Será que tudo está certo? Será que podemos nos deixar ver assim como estamos? Normalmente levamos um presente bem empacotado para a pessoa que nos convida.
O convite que Jesus nos faz é bem diferente dos convites que estamos acostumados a receber. Nele não está escrito: "Vinde a mim todas as pessoas que estejam com sua auto-estima em dia; todas as pessoas que sabem falar bem e têm algo a dizer." Ele também não convida somente pessoas ricas em conhecimento, inteligência de bens materiais e sucesso.
Pelo contrário! No convite de Jesus se lê que Ele convida todas as pessoas que estão sobrecarregadas; todas as pessoas que gemem por causa dos pesos que precisam carregar; todas as pessoas não resolvidas consigo mesmas e com outras. Quem é que vai aceitar um convite desses? Aceitá-lo seria admitir que não se está de bem com a vida. Aí vêm reações do tipo: "Não, obrigado! Esse evento não tem nada a ver comigo! Eu sou uma pessoa que ajuda as outras a lidar e a resolver os seus problemas pendentes." Mas então, o que fazer com este convite de Jesus?
Jesus foca a sua atenção nas pessoas que experimentam o medo, o fracasso, aqueles aspectos da vida que não se deixam empacotar com papel bonito. No momento em que somos capazes de perceber esta "página" da nossa vida interior, daí sim estamos prontos a aceitá-lo e, neste momento, ele nos será uma libertação. Diante de Jesus nós não precisamos nos enfeitar. Para nos apresentarmos diante de Jesus não necessitamos nos deixar empacotar ou esconder numa linda “embalagem”. Diante Dele podemos nos apresentar como somos, com a "indumentária" que não gostamos em nós mesmos.
É verdade! O convite que Jesus faz é incomum. Bem-vindas não são exatamente as pessoas sábias e dignas aos seus próprios olhos, mas aquelas que ainda estão no caminho “inacabado”. Vocês podem suspirar, mas mesmo assim serão recebidas e recebidos de braços abertos. Isto dá força para viver. Vale a pena aceitar este convite novo a cada dia!
Pastor Renato Luiz Becker
04.05.15
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PÁSCOA - Risus paschalis
Sou um sujeito observador. Andei por aí e sempre de novo me chamou atenção o fato de que a alegria transforma o nosso rosto. No passado a cristandade exercitava o “Risus paschalis”, a gargalhada pascal. Isso mesmo! O sacerdote suscitava o riso das pessoas presentes ao Culto com piadas e encenações para que a Comunidade, embebida em alegria, festejasse a vitória de Jesus Cristo sobre os “obstáculos” que a separava de Deus.
Hoje é do senso comum que as pessoas sorridentes adoecem menos. O ato de rir mantém em alta os hormônios que espantam os quadros de estresse e depressão; melhoram o estado emocional do sujeito. Essa nova postura acaba influenciando o quadro imunológico do indivíduo. É assim que as emoções positivas recarregam o organismo da pessoa. Já as negativas a levam a adoecer, ou até pioram os seus quadros doentios.
Li de um palhaço famoso que sempre trabalhou em picadeiros com o objetivo de fazer as pessoas gargalharem, experimentarem felicidade. Numa certa noite, sem mais nem menos, foi visitado por uma depressão profunda. Logo que amanheceu o tal palhaço não perdeu tempo na busca de ajuda profissional. O psiquiatra, depois de examiná-lo, disse-lhe: “Olha meu amigo, você precisa rir mais. Há um circo aqui na nossa cidade, visite-o. O palhaço é muito bom. Grimaldi é seu nome – já ouviu falar?” O homem, cabisbaixo, respondeu: “Eu sou o tal palhaço.”
Acho a história deste palhaço impressionante. Ela me faz defender o sorriso como um “investimento”. Ousem sorrir! Estimulem o riso! Procurem entender as piadas que são contadas e riam! Façam cócegas em si mesmos! Sim! Sorriam! Estamos festejando a Páscoa! Alegrem-se! Jesus ressuscitou! Ele venceu a morte...
Pastor Renato Luiz Becker
19.04.2015
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A PAZ DE DEUS
Introdução
A paz é um desejo que perpassa os séculos. Em todos os tempos se buscou a paz e hoje, dezembro de 2014, ela continua sendo buscada. Aqui e ali se tem a sensação que finalmente a paz chegou para ficar! Enganamo-nos... Frustramo-nos... Decepcionamo-nos... Parece mentira, mas a humanidade continua na busca pela paz verdadeira e duradoura. Alguém sabe dizer onde está a paz; quando ela vem; onde encontrá-la? No passado ouviram-se anjos louvando a Deus com as palavras: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem Ele quer bem.” Houve até quem fez uma pequena melodia com estas palavras do evangelista Lucas 2.14...
O que é paz?
Paz é a harmonia, é a comunhão que experimentamos uns com os outros e com a natureza, sempre ao lado de Deus. Adão e Eva chegaram a experimentar desta paz. De lá para cá as pessoas “desaprenderam o caminho que leva à paz; passaram a desrespeitar Deus” (Romanos 3.17-18) e isso é trágico. Nos últimos tempos, antes da segunda vinda de Jesus Cristo, esse desejo por paz vai ser muito forte nas pessoas.
Tu e eu, desde o nosso nascimento, estamos contaminados pelo pecado original, pelo não querer que Deus seja Deus em nossa vida. Pecado é inimizade, é rebelião contra Deus. Esta rebelião está escondida nos “cantinhos” da nossa vida. Deus não espera que alimentemos essa rebeldia contra Ele e, assim, afundemos na desgraça. Não! Deus não quer que o mundo pereça envolto no caos das brigas e das disputas. Ele sonha com a paz na terra. Eis a razão porque Deus enviou Seu Filho encarnado até nós. Já observaram o presépio? A pequena criança junto da Maria e do José torna-se nossa esperança. Ela vem plantar luz, dar um novo visual, uma nova perspectiva ao mundo. A noite já não é mais escura e nós, filhas e filhos de Deus, temos bem menos possibilidades de tropeçar.
Deus promoveu a paz quando veio pobre ao mundo para se contextualizar conosco. Calemos nosso espírito, oremos e agradeçamos a Deus porque o Seu amor nunca tem fim. Mas espera um pouco: Já temos esta paz de Deus nos nossos corações? Tu e eu, nós somos chamados a vivermos a paz de Deus. Pessoas que carregam a paz de Deus em si tornam-se pacificadoras nas suas cercanias; refletem a paz a partir de suas vidas (Salmo 95.6-7).
Conclusão
Toda evangelização e missão são “braços” que continuam fazendo a Paz de Deus acontecer dentro da Comunidade. Testemunhemos com novo ânimo, com nova coragem da Boa Nova de Jesus, pois “Ele é nossa paz.” (Efésios 2.14a). O profeta Isaías já deixou bem claro que com a Segunda Vinda de Jesus Cristo, em força e santidade, “A terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar.” (Isaías 11.9) O resultado disso? “As nações converterão as suas espadas em relhas de arados e suas lanças, em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.” (Isaías 2.4)
Na nova Criação a Palavra de Deus estará presente. Quem quiser participar desta paz eterna não pode deixar de aceitar, já agora, a paz que Deus oferece. A porta do nosso coração está aberta para Ti, Senhor Jesus! Vem e faz morada em nós. Torna verdade em nós a visão deste presépio. Amém!
Pastor Renato Luiz Becker
24.12.2014
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Deus se fez gente!
Jesus vem ao nosso encontro... Silenciemos diante do Menino Jesus. Ele, como nós, também nasceu de mulher; também vivenciou os mesmos prazeres e dificuldades que vivenciamos, apesar de ser Filho de Deus. A luz do Filho de Deus encarnado brilhou para os reis magos; guiou-os para irem ver a Criança e prestar-Lhe Culto. Pois é esta mesma luz que brilha sobre nós... (Apagar as luzes do templo e só deixar as velas queimando) É sob o seu brilho que eu quero ler o texto de Gálatas 4.4-7 que nos auxiliará nesta reflexão. Ouçamos o que ele escreve à Comunidade dos Gálatas com os “ouvidos” do coração: 4.4 - Mas, quando chegou o tempo certo, Deus enviou o seu próprio Filho, que veio como filho de mãe humana e viveu debaixo da lei 4.5 - para libertar os que estavam debaixo da lei, a fim de que nós pudéssemos nos tornar filhos de Deus. 4.6 - E, para mostrar que vocês são seus filhos, Deus enviou o Espírito do seu Filho ao nosso coração, o Espírito que exclama: “Pai, meu Pai.” 4.7 - Assim vocês não são mais escravos; vocês são filhos. E, já que são filhos, Deus lhes dará tudo o que ele tem para dar aos seus filhos.
O texto que acabamos de ler nos faz entender que o Presente que nos foi alcançado por Deus pode ser sentido; vivido. As Palavras do apóstolo Paulo ainda ecoam em nossos corações... Pessoalmente carrego o sentimento de não ser mais a mesma pessoa diante da força que brota desta Criança. Estou me sentindo fraco; carente de ajuda. É assim que quando abrimos o nosso coração à Palavra de Deus, acabamos tocados pela verdade de que Deus nos quer como filhas e filhos que Nele confiam; que esperam tudo Dele; que experimentam da Sua segurança; que O amam como se ama uma mãe, uma avó, um pai, e um avô.
Nasceu um “novo tempo”. Deus veio em nossa direção quando se fez homem na pessoa de Jesus de Nazaré. Este ato trouxe e ainda traz consequências na nossa relação com Deus. Gente! Nós fazemos parte do Projeto de Amor de Deus. Somos filhas e filhos de Deus com o direito de herdarmos o Seu Reino, tal como o Menino da Mangedoura herdou. Sinto-me um tanto tímido em dizer isso, mas sem dúvida é um grande presente, esse que Deus nos dá, nesta noite de Natal. Jesus, nosso irmão, nos mostra que a vida pode ser bem sucedida. Como irmãs e irmãos que somos, temos o compromisso mútuo de trazermos a Glória de Deus à face da terra, a partir da nossa ação; do nosso testemunho; do nosso engajamento; do reflexo da luz de Deus que brilha em nós.
É Véspera de Natal! Imagino que dentro e fora deste templo ainda se chorem lágrimas de solidão; de desamparo; de tristeza e de dor. Gente querida! Ainda não chegou o momento do próprio Deus enxugar todas as lágrimas – conforme a promessa. Deus está do nosso lado. Ele nos aceita como somos. Seu amor não está sujeito a condições, pois é absoluto. Nós sempre podemos voltar a Ele, mesmo que tenhamos nos afastado da Sua proposta. Claro! Jesus Cristo é o Maior Presente que podemos imaginar e creio que nos cabe valorizá-lo.
Onde podemos encontrar esse Deus? Aqui entre nós! Deus está entre os entristecidos e cansados; os que sentem medo e desprezo; os que estão sob pressão; os que não sabem mais como dar mais um passo. Deus nos indica o caminho do amor e hoje, especialmente hoje, nesta Noite de Natal, esse caminho nos leva à libertação de todos os constrangimentos e opressões. Deus nos mostra esse caminho que nos dá forças para vivermos uma vida marcada pela liberdade; para ousarmos na busca de uma vida digna; para experimentarmos um “Feliz Natal”.
Somos filhas e filhos de Deus. Essa é a nossa herança. Não estamos mais sujeitos aos regulamentos e às restrições que o mundo usa para escravizar. Somos livres para presentearmos do nosso tempo; das nossas esperanças; das nossas alegrias e de nós mesmos àquelas e àqueles que caminham conosco. É pautados nesta proposta de vida que queremos olhar para o Menino Jesus. Nele está a perspectiva da Vida Eterna. Deixemos nos levar por este momento e, a partir Dele, olhemos com liberdade para o Menino Jesus que nos planta a “Boa Nova do Natal” nos corações.
Pastor Renato Luiz Becker
22.12.2014
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Pastor Renato Luiz Becker
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O Cântico de Maria!
O Cântico de Louvor proferido pela Maria (Lucas 1.39-56) é o hino das pessoas que entenderam a Proposta de Jesus Cristo. Podem crer! Jesus Cristo entra na nossa vida do jeito que Ele bem entende e acabou a história. Quando Jesus nos escolhe para sermos Suas discípulas ou Seus discípulos, daí então não há questionamentos a serem feitos. O fato é que quando Deus desce a este mundo, Ele opta pelas pessoas quebradas... Você se encaixa neste perfil?
Lutero sublinha que a Maria reconhece a ação poderosa de Deus em sua vida e isso, mesmo que ela seja uma mulher simples; uma mulher da qual não se espera quase nada; uma mulher pobre que estava sendo perseguida. O longo caminho junto de Jesus ainda iria conduzi-la para uma profundeza bem maior na compreensão destas questões.
Jesus vem quebrar o poder do Diabo que tenta ficar nos algemando no pecado e nos prendendo nos braços da morte. Jesus vem conduzir o Seu povo para a liberdade e faz isso porque Seu Pai não permite que caiamos no buraco. Mesmo nas maiores profundezas Ele nos segura na mão; se mostra conosco.
Sim! Deus jogou o Seu único Filho Jesus Cristo no fundo de um “mar de miséria” para, com isso, nos mostrar a Sua visão; o Seu trabalho; a Sua ajuda; o Seu jeito de ser; o Seu conselho e a Sua vontade.
No Magnificat da Maria se anuncia, com alegria e “santo orgulho”, que o nosso poderoso Deus leva a causa das pessoas pobres e marginalizadas em grande conta. O poder impetuoso e revolucionário desta canção aponta com muita clareza para a libertação redentora que a mensagem cristã oportuniza.
Quando a Palavra de Deus se mostra, daí então as pessoas fechadas vão ouvi-la; daí então as pessoas cegas para toda e qualquer esperança vão ver a Luz de Deus; daí então as pessoas que só conhecem sofrimento, vão se alegrar... Você se permitiu o toque de Deus com esta Palavra? Fez muito bem. Abraços!
Pastor Renato Luiz Becker
18.12.2014
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O aprendizado do Agradecimento!
Paulo nos dá muitos conselhos no texto de 1 Tessalonicenses 5.16-25... Destaco o conselho do verso 18: “Sejam agradecidas; sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões. Isso é o que Deus quer de vocês por estarem unidos com Cristo Jesus.”
Outro dia eu fui ao hospital visitar um amigo motociclista. Ele tinha se acidentado recentemente numa das ruas de Joinville. Seu pé direito estava muito machucado e na boca faltavam dois dentes. A pergunta que se fazia era se a perna desse nosso amigo seria ou não amputada. Num dado momento uma das pessoas que também estava visitando o acidentado se saiu assim: Nós, sempre, em qualquer circunstância, precisamos ser gratos a Deus.
Será que nós podemos ser gratos a Deus quando estamos deitados numa cama de hospital e não sabemos como a nossa vida ainda vai se desenrolar no futuro? Nosso amigo se mostrava agradecido por ainda estar vivendo. Ele se mostrava grato pelo fato da sua coluna estar intacta e que a sua cabeça não carregava nenhum arranhão. Agora, mostrar-se agradecido pelo motivo do acidente ter acontecido?
Quando eu reflito sobre esta pergunta, aí me vem à mente os versículos bíblicos que mais aprecio: “Por isso nunca ficamos desanimados. Mesmo que o nosso corpo vá se gastando, o nosso espírito vai se renovando dia a dia. E essa pequena e passageira aflição que sofremos vai nos trazer uma glória enorme e eterna, muito maior do que o sofrimento. Porque nós não prestamos atenção nas coisas que se vêem, mas nas que não se vêem. Pois o que pode ser visto dura apenas um pouco, mas o que não pode ser visto dura para sempre.” (2 Coríntios 4.16-18)
Paulo estava convicto “que o sofrimento que experimentamos durante a nossa vida não pode ser comparado, de modo nenhum, com a glória que nos será revelada no futuro”. (Romanos 8.18) Na vida nós precisamos aguentar muitos reveses. Coisa boa! Deus está do nosso lado e nos carrega com todos os nossos sofrimentos pelos vales escuros que se apresentam. O objetivo de Deus é levar-nos com Ele para o novo Céu e a nova Terra que já está sendo organizada para morarmos e termos comunhão. A alegria e a graça que lá nos esperam são muito maiores do que somos capazes de imaginar neste momento de Culto.
Nosso amigo hospitalizado se relaciona com Deus. A sua perna foi amputada quatro dias depois da nossa visita. Ele crê que um dia poderá correr com as duas pernas ao encontro do abraço de Deus. Ele também crê que Paulo está certo quando escreve que “todas as coisas trabalham juntas para o bem daquelas e daqueles que amam a Deus, daquelas e daqueles a quem ele chamou de acordo com o seu plano”. (Romanos 8.28)
Pastor Renato Luiz Becker
14.12.2014
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Fraqueza? O que é isso?
2 Samuel 2.1-10
Foi Ana, a mãe do profeta Samuel, que disse: “Os arcos dos soldados fortes estão quebrados, mas os soldados fracos se tornam fortes.” Ela já tinha experimentado na própria carne que os limites de uma pessoa não são problemas para Deus. Foi a dor da sua esterilidade que a levou a Deus. Foi Ele quem tirou dela essa depressão profunda pelo fato de não poder experimentar a maternidade. Como Deus fez isso? Ora, presenteando-lhe Samuel. Ela criou o menino durante três anos e, logo depois, levou-o ao templo para que, lá, ele tivesse a oportunidade de se aproximar do Criador com todo o seu ser. No seu louvor a Deus, Ana não se fixa no seu momento individual, mas sublinha a intervenção milagrosa que Deus articula em favor do seu povo e do mundo.
Hoje ainda é assim que Deus muda a face do mundo a partir das pessoas fracas que esperam tudo Dele. Querem alguns exemplos de pessoas marcadas pelo advento? Ana e Samuel, Maria e José, Paulo fizeram a diferença nos contextos em que viveram. Todos nós somos chamadas e chamados a vivermos da promessa de Deus: “O meu poder se mostra mais forte quando você está fraco.” (2 Coríntios 12.9)
Tenho um amigo que festejou seus cinquenta anos com uma grande festa. A família, os amigos e a “colegada” se alegraram junto dele que se mostrava um vencedor. Ele mesmo se beliscava para comprovar que aquilo não era um sonho. Porque esta alegria? Ora, o Adamastor tinha nascido com um problema no coração. Aos 16 anos ele precisou fazer uma operação onde balançou entre a vida e a morte. Um pouco antes deste momento cirúrgico ele se dobrou diante de Deus e entregou a sua vida a Jesus Cristo. Seu testemunho é que “mesmo fraco, se sentia forte”. Esse sentimento passou a acompanhá-lo para o resto da vida.
Aos 36 anos o meu colega teve o seu momento mais complicado. A firma onde ele trabalhava despediu-o alegando que sua liderança era fraca naquele setor. Naquela oportunidade ele se sentiu o mais fraco dos fracos. Novamente buscou forças Naquele que sempre se mostrava ao seu lado – o ressurreto Jesus Cristo. Veio então a ideia de se tornar um profissional autônomo; recomeçar a sua vida. Hoje, um empreendedor de sucesso, Adamastor é sabedor de onde buscou toda a energia para dar esta virada. “O poder de Deus se mostra nas pessoas fracas. Felicidades!
Pastor Renato Luiz Becker
11.12.2014
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Focando Jesus!
O evangelista nos dá uma pitada de informação a respeito dos últimos tempos do mundo em que vivemos. Ele afirma que os elementos do cosmos e que os fundamentos da terra vão implodir; que esta perspectiva vai se mostrar no horizonte como uma nuvem escura que vem rolando, em meio à ventania; que essa cena vai gerar medo em nós. Sim, as Palavras de Jesus são chocantes quando Ele se refere ao fim dos tempos. A gente gostaria mesmo é de poder fechar os olhos para não ver nada disso que está sendo prometido acontecer.
Mas todas estas dificuldades são o sinal de um novo mundo que está para vir. Jesus compara as mesmas com a dor que uma mulher sente quando está dando a luz a uma criança. Há dores, medos e dificuldades que serão bem difíceis de serem suportadas, mas sempre é assim que, depois do nascimento da menina ou do menino, não é a morte que se mostra e sim a nova vida. No final de tudo surge a perspectiva Jesus Cristo. É para Ele que devemos orar; centrar todo o foco da nossa atenção. Sim, o fim do mundo é a nossa salvação.
Quem faz carteira de motorista, cedo se confronta com a necessidade de ultrapassar os bi-trens, aqueles caminhões com 34 pneus que rodam pelas nossas estradas. Tem gente que até anda devagar para não ultrapassá-los; que treme de medo diante de uma situação destas. Ora, quando se ultrapassa um “gigante" desse tamanho não se pode fixar o olhar no múltiplo rodado ou na enorme carroceria que se agiganta do lado direito. Quem faz isso sente medo, fica inseguro no volante. É preciso olhar para frente; focar um objetivo no horizonte da estrada e, logo, o grande caminhão ficará para trás com seu ronco e seu deslocamento de ar exagerado. Quem age assim, dirige tranquilo.
Lembrem-se: Jesus ultrapassou o "comboio" da morte. Quem levantar a sua cabeça com fé e focar seus olhos Nele ficará tranquilo, mesmo que os problemas pareçam enormes ali, bem ao lado. Que Deus nos dê tranquilidade neste tempo de Advento; neste tempo de preparação para festejarmos o aniversário de Jesus Cristo; neste tempo de decisões com vistas à vida nova que Deus nos quer presentear. Amém!
Pastor Renato Luiz Becker
09.12.2014
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Minhas roupas como tapete?
(No 1º Domingo de Advento vou fazer uma pregação sobre Mateus 21.1-9... Ela será mais ou menos assim:)
21.1 - Quando Jesus e os discípulos estavam chegando a Jerusalém, pararam no povoado de Betfagé, que fica perto do monte das Oliveiras. Dali Jesus enviou dois discípulos na frente, 21.2 - com a seguinte ordem: — Vão até o povoado que fica ali adiante e, logo que vocês entrarem lá, encontrarão uma jumenta presa e um jumentinho com ela. Desamarrem os dois e os tragam aqui. 21.3 - Se alguém falar alguma coisa, digam que o Mestre precisa deles. Assim deixarão vocês trazerem logo os animais. 21.4 - Isso aconteceu para se cumprir o que o profeta tinha dito: 21.5 - “Digam ao povo de Jerusalém: Agora o seu rei está chegando. Ele é humilde e está montado num jumento e num jumentinho, filho de jumenta.” 21.6 - Então os discípulos foram e fizeram o que Jesus havia mandado. 21.7 - Levaram a jumenta e o jumentinho, jogaram as suas capas sobre eles, e Jesus montou. 21.8 - Da grande multidão que ia com eles, alguns estendiam as suas capas no chão, e outros espalhavam no chão ramos que tinham cortado das árvores. 21.9 - Tanto os que iam na frente como os que vinham atrás começaram a gritar: — Hosana ao Filho de Davi! Que Deus abençoe aquele que vem em nome do Senhor! Hosana a Deus nas alturas do céu!
Normalmente não estendemos as nossas roupas pessoais na rua para que outros pisem em cima. Isso nós já aprendemos quando éramos criancinhas. Que coisa! Uma multidão de pessoas fez exatamente isto: Colocou suas vestes sobre o pó da estrada para que elas servissem de tapete.
Atenção! Elas não fizeram isso por si mesmas, mas para que alguém cavalgasse sobre elas! Vamos combinar que ali, naquele bolo de gente, ninguém estava muito preocupado com o seu guarda-roupa, mesmo que as ditas vestimentas fossem fora de moda. Também não havia nenhuma garantia de que aquelas peças de roupa ficariam novamente limpas.
Ei pessoal! O que faz algumas pessoas arrancarem a roupa de seus corpos para fazê-las de tapete para outra? Pergunto de uma forma diferente: O que motiva as pessoas a investir todo o seu dinheiro numa única proposta? O que é que move as pessoas a darem tudo de si por algum projeto?
É! Se as pessoas não se sentirem animadas a fazer algo dessa natureza, não tem jeito. Compromisso e pressão até podem ajudar um pouco, mas isso também não garante nenhum sorriso no rosto; nenhum hino de louvor. Foi isso que aconteceu naquele dia. As pessoas jogavam suas roupas na rua e gritavam: - Louvado seja Deus nas alturas! (9)
Aquelas pessoas devem ter sentido na carne que ali naquele lugar; naquele momento, acontecia um fato grandioso. Jesus era este fato! Ninguém se perguntava se podia ou não jogar o seu casaco para Jesus na rua – as pessoas simplesmente jogavam suas capas. E por que não? Afinal, Aquele era Jesus, era o Salvador prometido – ora bolas!
Porque é que temos tanta dificuldade para largar as nossas coisas? Porque é que não jogamos tudo aquilo que carregamos conosco aos pés de Jesus? Às vezes nos seguramos tanto na nossa conta bancária; no nosso jeito de pensar; nos nossos planos; nos nossos medos e não estamos dispostos a colocá-los no colo de Jesus.
O ato de largar algo pode ser uma bênção. Este ato nos liberta para sermos pessoas mais livres e mais leves. O que é que você gostaria de largar neste momento? O que é que você gostaria de, aqui e agora, largar aos pés de Jesus Cristo? Vocês se sentem amarradas, amarrados em alguma coisa? Bem amarradas?... Bem amarrados?...
Imagino que naquele dia nem todas as pessoas arrancaram suas vestimentas para depositar na estrada. Certamente também havia naquele grupo algumas pessoas realistas que não queriam recolher seus abrigos sujos e rasgados da rua. Estou certo que naquela multidão também havia pessoas que só queriam observar a passagem de Jesus por um determinado tempo, às vezes por um booooommmm tempo.
A decisão é nossa! Doamos para Deus ou nos abraçamos aos tesouros conquistados? Confiamos na Sua promessa ou na nossa sabedoria própria? Gente querida! Deus quer abençoar grandemente os nossos bens e, junto, nem passa pela Sua cabeça nos deixar a sós, de mãos vazias, nuas, nus pelo caminho. Amém!
Pastor Renato Luiz Becker
29/11/2014
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Oração para o 1º Domingo de Advento!
Senhor! Tu vens até nós. Tu vens iluminar os nossos caminhos escuros e isso facilita a nossa caminhada pela vida. Tu retiras de nós a ilusão de que o mundo em que vivemos é são e, junto, plantas no nosso consciente que somos nós que podemos mudar todos os rumos do mesmo. Em vista disso, pedimos por todas as pessoas que Te procuram. Dá que elas possam Te encontrar. Permite também que todas as pessoas que Te encontrarem, continuem Te procurando de uma forma renovada. Também Te pedimos por todas as pessoas que sentem fome. Dá que elas possam se satisfazer de água e pão. Ajuda-as a abrirem suas mãos, depois de encontrarem sua satisfação. Nós Te pedimos pelas pessoas doentes. Dá que elas experimentem a proximidade das suas queridas e dos seus queridos e, com isso, o consolo que procuram. Dá que, uma vez experimentada essa bênção, possam ser agradecidas pela vida a elas presenteada. Nós Te pedimos por todas as pessoas que, neste momento, passam por necessidades e tristezas. Dá que, uma vez vencedoras, possam se juntar na luta por mais justiça. Nós Te pedimos que nos ajudes a sermos responsáveis, uns pelos outros, luzeiros nesteEi você aí: santifique-se!
Muita gente me pergunta o porquê da nossa Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil não cultuar santos. Respondo a esta pessoas que não cultuamos santos pelo fato de entendermos que toda pessoa cristã é santa. Explico melhor me apoiando na palavra de Paulo. Em 1 Tessalonicenses 4.7 está escrito: “...porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação.”
Deus nos chamou para que nos santifiquemos. Como santificar-se? Ora uma pessoa que opta pela santificação proposta por Jesus Cristo precisa dar quatro passos.
Num primeiro momento, ela deve procurar uma Igreja Cristã e ali crescer na fé; aprender a amar como Jesus amou; ter comunhão com as irmãs e os irmãos; ensaiar uma vida nova articulando-se em novidade de vida.
Feito isso, cabe-lhe pedir perdão a Deus pelos seus pecados. Dizer a Deus dos seus deslizes tal como se diz para uma amiga ou um amigo que se machucou o pé.
Os outros dois passos é Deus quem dá por nós. O terceiro diz respeito ao novo corpo que Deus nos presenteia quando da nossa morte e o quarto é a vivência eterna ao lado do Pai do Céu na Cidade Santa!
Fico estupefato quando percebo pessoas desdenhando deste recado de Deus que diz respeito à santificação. Santifique-se. Agir assim é testemunhar de Deus em todos os cantos e recantos do mundo. Digo de novo: busque uma Igreja Cristã; peça perdão pelos seus pecados e a morte será uma ponte para a vida nova ao lado de Deus. É simples assim a santificação! mundo em que vivemos... Amém!
Pastor Renato Luiz Becker
28.11.2014
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Ei você aí: santifique-se!
Muita gente me pergunta o porquê da nossa Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil não cultuar santos. Respondo a esta pessoas que não cultuamos santos pelo fato de entendermos que toda pessoa cristã é santa. Explico melhor me apoiando na palavra de Paulo. Em 1 Tessalonicenses 4.7 está escrito: “...porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação.”
Deus nos chamou para que nos santifiquemos. Como santificar-se? Ora uma pessoa que opta pela santificação proposta por Jesus Cristo precisa dar quatro passos.
Num primeiro momento, ela deve procurar uma Igreja Cristã e ali crescer na fé; aprender a amar como Jesus amou; ter comunhão com as irmãs e os irmãos; ensaiar uma vida nova articulando-se em novidade de vida.
Feito isso, cabe-lhe pedir perdão a Deus pelos seus pecados. Dizer a Deus dos seus deslizes tal como se diz para uma amiga ou um amigo que se machucou o pé.
Os outros dois passos é Deus quem dá por nós. O terceiro diz respeito ao novo corpo que Deus nos presenteia quando da nossa morte e o quarto é a vivência eterna ao lado do Pai do Céu na Cidade Santa!
Fico estupefato quando percebo pessoas desdenhando deste recado de Deus que diz respeito à santificação. Santifique-se. Agir assim é testemunhar de Deus em todos os cantos e recantos do mundo. Digo de novo: busque uma Igreja Cristã; peça perdão pelos seus pecados e a morte será uma ponte para a vida nova ao lado de Deus. É simples assim a santificação!
Pastor Renato Luiz Becker
21/11/2014
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Que tal Vinho Novo?
João 2.1-11
Olá amigas e amigos! É do senso comum que a nossa vida nem sempre é festiva. No entanto, é interessante notar que Jesus se deu a conhecer às pessoas que queria alcançar justamente numa festa. Quem não gosta de participar de um congraçamento bem planejado onde se tem a oportunidade de rir; de alimentar-se bem; de beber bom vinho? O problema é que, aqui e ali, algo pode dar errado na organização de uma festividade pensada para ser “redondinha”. Pois bem, essa constatação já nos aproxima da Festa de Caná, onde um pequeno problema quase estragou toda a alegria planejada pelos festeiros que pensaram as Bodas de Caná.
Essa referida festa teve seus momentos distintos. Quem lê o texto de João 2.1-11 percebe que ela foi bem planejada e que tudo corria conforme o combinado. Os barris de vinho estavam cheios. A alegria estava no ar. O povo celebrava a vida. Ora, estas experiências também são verdade na nossa história pessoal. Sim porque os nossos sonhos vão se tornando realidade; as nossas esperanças vão sendo alcançadas; os nossos planos vão acontecendo... Pensem, por exemplo, no seu casamento; no nascimento da sua filha, do seu filho, da sua neta do seu neto; na promoção experimentada... Sim, isso tudo são pontos altos de um projeto de vida, a Festa da Vida acontecendo do seu lado.
Ai, ai, ai - o vinho acabou. Gente! Nas bodas de Caná não só acontece o milagre da transformação da água em vinho, mas também a constatação de que, diante de uma necessidade, há que se ter uma iniciativa. Maria, a mãe de Jesus, percebeu o problema e agiu; fez o que pode fazer. Ela se dirigiu aos garçons e lhes pediu que seguissem fielmente as instruções de Jesus. Jesus, por sua vez, animou os referidos garçons a transportarem água. Para as convidadas e os convidados aquilo não fazia sentido. Já os ditos garçons cumpriram o mandado de Jesus; se engajaram no serviço sugerido, mesmo duvidando de tudo o que faziam.
Se o vinho está para a alegria da vida, então, quando ele se acaba, significa que essa alegria vivida começará a minguar. Se uma pessoa está estressada de tanto trabalhar e não vê mais sentido na sua obra, então tudo fica complicado. Quando o luto e o medo se instalam nos nossos corações, isso significa que o “vinho” acabou e que é preciso transportar “água”. Que bom quando, nessas horas, alguém percebe o problema e, ao mesmo tempo, explicita uma saída. Não importa se esta pessoa correr os riscos que a Maria correu ao dar sua sugestão.
Pois bem! Dada a sugestão, é preciso que apareça alguém que enxergue além do horizonte; alguém que anime as pessoas próximas a “carregar água”; a encher os jarros até a boca. É só então que o vinho novo pode acontecer. Que coisa! Agora não é mais necessário carregar a tal da água. As pessoas para as quais um mais um sempre é dois pressionam o noivo para saber como isso foi possível e de onde veio essa nova bebida: - Porque você nos serviu primeiro o vinho de segunda qualidade?
Notem que com o advento do vinho novo a festa não seguiu mais seu ritmo normal. A nossa vida também não segue da mesma maneira depois que experimentamos a graça de Deus. Quando alguém é arrancado do nosso convívio, não é nada fácil dar passos em frente, como se nada tivesse acontecido. Muitas coisas se modificam com o tempo do luto; com o tempo de carregar água. De repente, acontecem novos relacionamentos; antigos relacionamentos são retomados; outros podados. De repente, no momento novo, pode acontecer a comunhão com outras pessoas da Comunidade que “carregaram água”.
Enfim o vinho servido é outro e tem sabor melhor. Ali onde a festa tinha tudo para acabar, foi ali que ela recomeçou com toda intensidade. Não só porque Jesus, Aquele que transforma o ruim em bem, estava ali, mas porque ali havia pessoas que se engajaram; que não se resignaram; que reconheceram o problema e que se mostraram abertas para o novo. Mesmo que não se conseguiu responder satisfatoriamente como tudo aconteceu e de onde veio o novo vinho, a festa teve continuidade e continuou sendo festa até o fim. O tempo de “carregar água” foi aguentado e pôde ser aguentado porque sempre existem pessoas que, nas horas difíceis, ajudam; colocam-se ao lado com seus dons e talentos, com suas potencialidades. Quando isso acontece numa Comunidade, daí então as pessoas passam a experimentar novamente o sabor de pertencer ao Corpo de Cristo; à Igreja.
Gente querida! Nós somos “carregadores de água” e sempre estamos fazendo “horas extras”. Não abdiquem dessa função de servir. Mesmo que o tempo se mostre desértico, a nossa vida acontece debaixo do sinal da Festa da Vida; da Festa Eterna. Aqui e ali é importante segurar este ou aquele pensamento. Façam o que Jesus lhes pede... Se perceberem alguma falta, expressem suas opiniões de forma aberta e transparente, sempre com o objetivo de eliminar a falta percebida e, depois disso, “carreguem água”, doem-se. A sobrevivência da Comunidade depende desse carregamento de água. Assim, carreguemos água! Continuemos carregando água para continuarmos saboreando o vinho novo! Amém!
P. Renato Luiz Becker
12.10.2014
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As duas Árvores da minha Infância
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As duas Árvores da minha Infância
Romanos 15.1
Vivi os primeiros anos da minha vida numa pequena cidade do Rio Grande do Sul chamada Tenente Portela. Do pátio da minha casa, sempre me deliciei com a visão de duas grandes árvores que cresciam uma ao lado da outra. Elas viviam como se fossem uma irmã e um irmão. À direita estava o irmão, com seu caule grosso e seus galhos robustos, repletos de folhas. À direita crescia a irmã. Ela era uma árvore que aparentava fraqueza, pois seus galhos eram um tanto irregulares. Sim, ela parecia ser uma árvore menos imponente. Certa vez aconteceu uma tempestade muito forte. Da janela do meu quarto eu vi as minhas duas amigas lutando contra a ventania. Num dado momento o vento apertou a irmã meio que para dentro do irmão a ponto das duas parecerem uma só. Faltou pouco para a irmã derrubar seu irmão no chão. O irmão precisou se calçar bem firmemente com suas raízes no solo para dar apoio à sua companheira.
Refleti durante todos meus últimos 55 anos sobre aquela visão. De repente, posso dizer isso de outro jeito. A irmã, mais fraca e menos atraente, tinha as suas forças ocultas. Ela crescia na frente do irmão e sempre era a primeira a aguentar o tranco quando ventava pra valer. É que diante dela não havia nenhuma outra árvore para diminuir a força do vento; para ajudar nas horas difíceis quando das intempéries. E assim, sob a sua proteção, o irmão podia crescer com imponência, prosperar, ser forte e bonito.
Na vida cotidiana e na vida comunitária nós sempre de novo encontramos pessoas mais fracas e pessoas mais fortes. Ora, o mundo é um lugar onde se dá e se recebe e Deus se alegra quando percebe os nossos esforços visíveis e também os nossos esforços ocultos. Nós podemos nos dar apoio mútuo, especialmente nos tempos tempestuosos da vida. Nós também podemos apoiar-nos mutuamente através das nossas orações; incentivar-nos para o enfrentamento dos problemas e dificuldades que a vida propõe. Nós podemos repassar a nossa fé em Cristo para as nossas filhas e filhos; para todas as pessoas que caminham perto de nós. É através das nossas doações que muitas pessoas podem ser ajudadas em outros lugares desse nosso Brasil. Às vezes, nós até podemos ser uma ajuda às outras pessoas sem percebermos que estamos sendo.
Minhas duas árvores permaneceram em pé depois daquela tempestade. Lembro que os seus galhos se tocavam logo depois da crise. Parecia que as duas árvores se alegravam com a primavera e com os pássaros que logo viriam fazer seus ninhos ou até porque podiam curtir a presença uma da outra, ali naquele chão vermelho.
Gente querida! Podemos ser gratas; gratos pelas pessoas que nos dão apoio, que nos dão suporte e segurança em tempos de dificuldade. Todos os dias nós temos a oportunidade de cuidar de nossas companheiras e nossos companheiros; de abrir os nossos olhos e perceber quem necessita de apoio. Amém!
Pastor Renato Luiz Becker
18 de Setembro de 2014
Culto de Louvor
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Pensar o Melhor
Querida Comunidade! A harmonia que sempre se cantara em prosa e verso na Antiga Comunidade de Jerusalém não era mais a mesma. É que havia certa tensão entre as irmãs e os irmãos que falavam o aramaico e o pessoal que falava a língua grega. Quase sempre é a assim que as diferenças linguísticas e culturais promovem divisões numa Comunidade Cristã. Experimentei isso na Alemanha.
No texto que acabamos de ler (Atos 6.1-7) chama a atenção que as viúvas de judeus cristãos não estavam sendo amparadas a contento. Ora, geralmente é assim que as pessoas que vêm de outras realidades para o seio da Comunidade são, num primeiro momento, colocadas à margem da mesma. É ruim isso! Temos este comportamento? Medimos as pessoas que se encontram no nosso meio com duas medidas? Se a resposta a estas perguntas forem sim, então certamente já há focos de descontentamento aqui e ali. Abram os olhos!
Gente! É importante que não sentemos na poltrona da queixa. Pessoas comprometidas com a proposta da Igreja; irmãs e irmãos que ouviram o chamado de Deus para servir no Seu Reino, sempre vão tentar dar tudo de si para resolver os problemas que surgem. Notem que o apóstolo não podia mais aguentar as cargas que pesavam sobre os seus ombros no trabalho da Comunidade. O pessoal percebeu o fato e foi em seu socorro. O que aconteceu? Surgiu um novo campo de trabalho. Foi essa a fórmula que a Comunidade encontrou para continuar seu ritmo ascendente. Sim, o que estava sendo complicador entre a membresia da Comunidade foi resolvido e a confiança mútua cresceu entre eles.
Palavras Claras
Quais os prejuízos que os resmungos podem propiciar à Comunidade? Ora, o resmungo delimita a vida comunitária de forma sutil. Ele diminui o ritmo e a auto-entrega das pessoas que se doam pela mesma. Isso é normal, porque ninguém trabalha com alegria num lugar onde em todo canto há olhares velados e encharcados de negatividade. A Comunidade quer seguir adiante, mas as queixas são como uma espécie de freio de mão que impedem o seu progresso. Os dons das pessoas que querem servir ficam como que amarrados a uma estaca. Desse jeito quase ninguém sente prazer em dar de si, porque os simples olhares são críticos e puxam a pessoa para a inércia.
Promover diálogo tem a ver com ouvir a reclamação da outra pessoa; dar espaço para que a pessoa insatisfeita explicite as suas dores. A atitude de compreender o que está sendo dito pela outra pessoa sempre deve estar carimbada pelo selo do amor. Tentar entender tudo da melhor forma possível – é isso que Deus espera de nós. Para tal é preciso que se abra espaço para o diálogo; permitir que as correntes de insatisfações venham à luz e que, as mesmas, depois de explicitadas, sejam levadas a sério. Todos os pontos de vista devem ser tratados para então, em conjunto, se buscar um denominador comum.
Precisamos correr o risco de machucar nossos corações nesta história: Se uma nova ideia brotar deste diálogo, compartilhe-se. Agora, se existir alguma raiz de vaidade e isso gerar o silêncio, então que se entregue esta questão a Deus em oração. Amém!
Pastor Renato Luiz Becker
13 de setembro de 2014.
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Cadê o Ferrão?
“Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?" (1 Coríntios 15.55
A tristeza veio visitar vocês? O que é a vida? Nada? Tudo o que temos é emprestado. A riqueza, o dinheiro tudo é um empréstimo. No dia da nossa partida, deixamos todos os nossos bens aqui neste lugar. Sim, todos os bens da terra ficam na nossa mão apenas por um determinado tempo. Se pensarmos a longo prazo, logo perceberemos que eles não têm grande valia. A morte nos promove a maior derrota. Como lidar com esse fato? Ora, ninguém nunca aprendeu isso bem ao certo!
Todas; todos nós precisamos do apoio de outras; de outros indivíduos. Eu sou a favor da ideia que as pessoas adoentadas devem saber da verdade para poder se preparar para morrer. Claro que nesse processo devemos ir podando a amargura dessa morte que assola. Como fazer isso?
Eu sei que leva muito tempo até que uma pessoa entenda a sua morte não como inimiga, mas como amiga; como irmã; como redentora. No momento da sua morte muitas pessoas são atormentadas por tormentos nunca antes experimentados. A verdade é que ninguém quer levar a morte a sério. Isso é assim porque a pessoa não quer se separar dos seus bens; daquelas e daqueles que ama. Largar tudo o que foi acumulado não é fácil. Nessa hora há muitas lutas internas acontecendo na pessoa, pois ela tem que lidar com sua culpa, reconciliar-se com a história de sua vida, com Deus e com as pessoas.
Quem caminha por esse caminho vai experimentar o momento em que o jornal não é mais interessante. Nessa hora a pessoa prefere orar, conversar com Deus. Ela passa a encarar a decadência da morte não como um fim, mas como uma transformação. No momento em que o nosso albergue terreno começa a se desintegrar, um lar no céu já começa a ser preparado para nós. Para a cristandade a morte não é um nocaute, mas um caminho que leva para a luz.
Nós não devemos desviar o nosso olhar da morte. A pessoa que está morrendo vive uma profunda crise. Chega o momento em que ela acaba entendendo este processo; que ela chaveia a porta do que é passageiro e abre a porta que leva à eternidade. O Senhor não permite que ninguém resvale da Sua mão. Ele não se esquece da aliança eterna que firmou conosco. Quem entrega suas culpas para serem carregadas pelo Cordeiro de Deus; quem entrega ao Senhor a sua impotência, passa a experimentar uma nova perspectiva, mesmo experimentando a morte. A comunhão com Deus é uma fonte de força que torna perceptível a imortalidade.
Deus quer presentear-Se para ti e para mim. É por isso que podemos abdicar de tudo o que nos cerca. O ato de morrer significa libertarmos as nossas mãos para podermos abraçar o nosso Criador. Já experimentaremos a felicidade aqui e agora quando nos dermos conta das bênçãos que Deus derrama sobre as nossas cabeças. O nosso amor por Jesus Cristo nos liberta de todo o medo da morte.
Gente querida! A morte e a ressurreição estão conectadas. Quem crê em Cristo já experimenta em vida a ressurreição. Ao morrer, as pessoas cristãs sempre geram consolo em quem fica. Reflitamos sobre a morte. Experimentemos segurança em Deus. O caminho da cruz nos aproxima de Deus. Façamos da nossa vida um crescendo no amor que desemboca na eternidade.
Agora eu me pergunto, eu lhes pergunto: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? "(1 Coríntios 15.55)
Pastor Renato Luiz Becker
25.07.2014
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“Outro dia prestei atenção
numa senhora que, com muito cuidado, arranjava flores num cesto. Nele também vi
nozes, castanhas, maçãs, uma garrafa de vinho tinto seco e um cheiroso pão de
centeio. Ela, a passos lentos, se dirigiu à pequena igreja do vilarejo onde
morava para depositar aquela obra de arte; aquele maravilhoso presente sobre o
altar da capela. Os raios do sol passavam os vitrais da igrejinha e iluminavam
aquela mulher; davam destaque ao conteúdo coloridos que carregado, balançava numa
das suas mãos”.
É inverno. A colheita já
aconteceu e é hora de se fazer uma pausa; de se agradecer; de se comemorar. Notem que não são apenas os frutos do campo e
do jardim que essa mulher espalhou sobre o altarzinho. Ali ela também expôs os
frutos de sua vida; os frutos dos anos vividos e lutados até aquele momento;
algumas flores coloridas e alguns botões que até aquele momento tinham sido incapazes
de se desenvolver; nozes duras e um pouco de capim que se acoplou nos ramos orvalhados;
um pedaço do pão cheiroso por causa do amasso em tempos de dificuldade; o vinho
que lembrava os tantos momentos festivos vividos; as pequenas e as grandes
frutas oriundas de muita garra e muito esforço.
É tempo de inverno. De se
alegrar-se com a colheita. De fazer-se uma pausa e de agradecer-se porque tudo
na vida é um presente. Agora, sobre o altar se encontram várias frutas; nozes
duras; lindas maçãs, mas algumas amassadas; uma roseira com espinhos, etc. Os
participantes do Culto escolhem uma dessas frutas para si e, logo em seguida, repõem
a mesma fruta numa bandeja de prata que está sobre uma mesa especial. Fazem
isso em silêncio.
Oração: Querido Deus! Eu, com
minhas próprias mãos, trago a Ti os frutos daquilo que faço. Coloco-os ao pé da
Tua cruz, sobre o altar. Aceite a minha oferta. Tudo o que eu possuo, eu recebi
da Tua mão e, agora, eu coloco de volta. Obrigado, por aquilo que pôde crescer;
que pôde florescer; que pôde ser fértil. É consolador saber que em cada um
destes frutos se escondem sementes que dormem para um novo crescimento; para um
novo florescimento em algum lugar e em algum momento de fecundidade. Ó Deus!
Conclui àquilo que eu comecei com minhas tímidas mãos. Dá que todo esse
trabalho se converta no sucesso da floração. Só nas Tuas mãos há perspectivas.
Cuide de tudo! Amém!
P. Renato Luiz Becker
Julho/2014
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O Cuidado de Deus
Quanto mais a pessoa assume responsabilidades na vida, tanto mais ela precisa enfrentar ventos contrários para sobreviver. Mulheres e homens que não fogem dos seus compromissos tem que resistir às pressões do dia a dia, tanto as visíveis como as dissimuladas. Isso nem sempre é fácil. O autor do Salmo 31 viveu momentos de grande crise por causa de tais pressões. Pois parece que a vida não mudou. Ousem ler o Salmo 31 e comprovem o que estou escrevendo...
Entendo que quase todas; todos nós temos os nossos objetivos, os nossos alvos. Não é simples alcançá-los. Sempre há que ralar um bocado. É nestas horas que muita gente se pergunta: - Porque é que me desgasto tanto? - Porque é que sempre de novo dôo todas as minhas forças para a concretização deste ou daquele projeto para, no final das contas, ser pisado pelas pessoas que pensam diferente de mim? A decepção leva o salmista ao quase desespero. No verso 11 ele escreve: - Zombam, caçoam, atravessam a rua quando me vêem. O bom é que ele vence esta crise porque, conforme o verso cinco, permite que Deus guie seus passos.
A verdade é que não existe nenhuma segurança contra a malícia. Só a proximidade de Deus pode nos proteger e libertar deste mal. É por isso que, no final do Salmo 31 se lê: - Tende bom ânimo! Sim, animemo-nos porque Deus se oferece para ser a nossa rocha; o castelo forte para o qual podemos nos dirigir em busca de segurança (verso 2).
Nunca esqueça de lembrar diante de Deus o nome das pessoas que carregam responsabilidades sobre seus ombros. Seria bom se elas não cedessem às pressões de fora. Tenho um amigo que assumiu a responsabilidade de ser presidente de uma das Comunidades da qual eu era pastor. Num certo dia surgiu a fofoca de que ele estava administrando o dinheiro da mesma de forma incorreta. Algumas pessoas que eram contrárias a esse meu amigo aproveitaram a deixa para espezinhá-lo. Disseram aos quatro ventos que sentiam muito, mas que não podiam fazer nada para ajudá-lo.
Todo esse falatório deixou meu amigo um tanto inseguro. A decisão mais fácil seria cair fora de tudo aquilo. Foi nessa hora que o pessoal do Conselho Fiscal se colocou ao seu lado. Fizeram isso porque sabiam da transparência das contas comunitárias. Hoje esse meu amigo está engajado em muitos outros projetos que promovem mais vida a partir da sua fé cristã. Venha você também trabalhar no Projeto do Amor de Deus, a partir da nossa Comunidade. É Deus quem te convida. É Deus quem cuida de nós, tal como cuidou do salmista!
Pastor Renato Luiz Becker
02 de março de 2014
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Jesus encheu Suas Fraldas!
Lembro dos meus dois meninos ainda crianças. Eu fazia gato e sapato com eles. Jogava bola, brincava na areia, levava eles para comer sorvete e também aos Cultos que eu celebrava. Uma coisa eu quase nunca fiz: trocar suas fraldas. Alguns de vocês se lembram. Elas eram de pano. Tinha que fazer um monte de dobras . Hoje tudo parece ser mais fácil com o advento das descartáveis.
Quando a Maria trouxe Jesus ao mundo ela o enrolou em fraldas – assim diz o evangelista Lucas. Tudo normal, mas notem que esta ação tem um grande simbolismo.
O fato de que Jesus usou fraldas mostra que ele foi gente como a gente é e “funcionava” como as crianças recém-nascidas dos nossos dias funcionam. Ele também “molhava”, “enchia” suas fraldas diariamente. Ele era gente como nós, Emanuel - Deus conosco, conforme Mateus 1.23.
Não só isso. O fato de Jesus usar fraldas também mostra que Ele se rebaixou demais para estar conosco. O apóstolo Paulo chega a escrever que Jesus tinha a natureza de Deus, mas que Ele não tentou ficar igual a Deus no nosso meio (Filipenses 2.6); que Ele veio e tocou a Sua vida junto a nós na forma de natureza pecaminosa (Romanos 8.3). O evangelista João escreve que Ele abdicou da glória celeste para estar do nosso lado (João 17.5). Gente querida! Jesus veio do trono de Deus vestir fraldas aqui no chão onde tu e eu pisamos.
Por outro lado esta atitude também mostra que o Filho de Deus se contextualizou por completo com o nosso jeito de viver. Ele experimentou tudo o que nós experimentamos. Problemas, tentações, tristezas e, por último até as nossas culpas e pecados. Vamos e convenhamos! Isso é muito pior que fraldas cheias.
O que sempre de novo me impressiona é que com isso Ele nos libertou; limpou-nos de todos os nossos pecados. Por causa deste feito, nós podemos novamente usar fraldas limpinhas. Coisa boa deve ser uma fralda limpinha! A gente vê isso no rosto das criancinhas que fazem esta experiência.
Coisa boa poder experimentar o perdão completo onde nada fica retido (1 João 1.9). Coisa boa poder viver essa nova vida e não precisar mais de nenhuma limpeza por causa de pecados; de desvios.
Reflitamos sobre esta questão. Agradeçamos a Jesus Cristo não só neste Culto de Natal, mas todos os domingos. De acordo com a Bíblia o domingo é um dia para louvarmos a Deus pelo perdão que Ele nos alcançou com sua morte na cruz; para festejarmos a Sua ressurreição e, por tabela, a nossa também. Que Deus nos abençoe! Amém!
Oração: Jesus Cristo, Senhor e Deus! Nós estamos aqui e jubilamos com os anjos e, tal como os pastores, também nos encontramos estupefatos. Da mesma forma que os reis magos, nós também não conseguimos tirar nosso olhar da Tua luz. Querido irmão Jesus Cristo! Nós nos alegramos de coração com o Teu nascimento. Amém!
Renato Luiz Becker
Pastor da Paróquia Evangélica de Itoupava Central.
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Quando
a Morte se avizinha!
Querida
Comunidade! Me impressiona a sinceridade de Asafe, o salmista que escreveu o
Salmo 73. Ele expõe seus desafios e suas necessidades espirituais quando pergunta:
Vale à pena crer; segurar-se; fundamentar a vida pessoal na pessoa de Deus?
Porque o autor do Salmo 73 se faz tão transparente? Ora, porque percebe que,
muitas vezes, algumas pessoas sem compromisso com Deus se dão melhor do que outras
que se pautam Nele.
Como
dizer que a vida vale à pena, se nossa fé não é capaz de nos proteger nas
dificuldades que enfrentamos? Como não dizer que tudo foi em vão se, no final
das contas, Deus não consegue nos proteger do sofrimento e da morte? São estes
pensamentos que maltratam o salmista até que, de repente, ele descobre: “Nem
tudo o que brilha é ouro.”
O
sucesso das pessoas descomprometidas com Deus está construído sobre terreno
podre. Estas pessoas que não querem nada com Deus acabam levando um susto
quando se aproximam da divisa entre a vida e a morte. Naquele dia elas
perceberão que não tem nada do que se orgulhar do seu passado; elas descobrem
tardiamente que sua vida é simples pó e que, pasmem, serão consumidas pela sra.
Majestade Dona Morte.
Sim,
a morte é poderosa. Para o nosso Criador não há diferença entre ricos e pobres;
entre pessoas renomadas e não renomadas; entre gente bem ou mal situada. São
estes os detalhes que o salmista nos faz ver com precisão. A morte marca o fim
de tudo aquilo que as mãos humanas conseguiram construir. Quando maior o pódio
que se construiu aqui nesse chão, tanto maior a queda. Tudo aquilo que se
constrói alicerçado sob falsas bases tem fim amargo com a aproximação da morte.
Mas
então, qual é o nosso futuro? O que é que fica quando tudo se esvai? Asafe
responde esta pergunta com toda sinceridade: Deus é quem fica! “Quanto a mim,
bom é estar junto a Deus!” (Salmo 73.28) Eu pergunto: Há quem ainda se atreva,
durante toda a sua história, a confiar em Deus enquanto as decepções insistem
em dar o tom? De onde vêm as forças para uma empreitada destas? A Biologia e a
Psicologia não conseguem nos ajudar nestas respostas.
A
vida é graça, é presente de Deus - nada mais do que isso. Os nossos altos e
baixos não são pagas pelos nossos méritos ou deméritos. Nada disso! Se alguma
coisa fica é Deus e Sua graça, não nós. O que fica não são nossas obras, nossos
méritos, nossas falhas, mas só o grande amor de Deus. Maior e mais importante
que o amor de Deus não pode acontecer na vida de uma pessoa do que isso que o
salmista afirma no Salmo 73.28.
É por isso que batizamos com água
(símbolo do afogamento do Velho Adão que quer viver como se Deus não
existisse); que marcamos a pessoa batizada com o sinal da cruz enquanto dizemos
em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (uma espécie de “selo” contra os
ataques das forças do mal); que o fazemos na presença de testemunhas cristãs.
É por isso que proporcionamos o momento
da Profissão de Fé. Que acolhemos como irmãs e irmãos quem confessa a Bíblia como única fonte e diretriz da
sua fé; quem nega tudo o que produz a morte em nosso meio; quem crê em Jesus
Cristo como único Senhor e Salvador; quem confessa sua fé a partir da IECLB e coloca os seus dons à serviço do
Reino de Deus, a partir da Comunidade. Amém!
P. Renato Luiz Becker
Comunidade Evangélica de Itoupava Central
CULTO DO 25°
DOMINGO APÓS PENTECOSTES
Itoupava Central – 10
de novembro de 2013 – 09h
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DIA DE FINADOS:
Este final de semana eu celebrei três Cultos em Cemitérios. Calculo que fui ouvido por umas 600 pessoas. O tema? Vida! Em vista do que vi e ouvi, escrevi este texto que compartilho. Abraços!
Quando a Morte se avizinha!
Impressiona a sinceridade de Asafe, o salmista que escreve o Salmo 73. Ele expõe seus desafios e suas necessidades espirituais para os leitores quando pergunta: Vale a pena crer em Deus? Vale a pena segurar-se permanentemente em Deus? Vale a pena fundamentar a vida pessoal na pessoa de Deus? Porque ele explicita tais questões? Ora, porque percebe que, muitas vezes, pessoas sem compromisso com Deus se dão melhor do que àquelas que se pautam Nele. Asafe entende que essa postura de levar Deus em tão grande conta pode ser um risco.
Como dizer que a vida vale a pena se nossa fé não é capaz de nos proteger nas dificuldades que enfrentamos? Como não dizer que tudo foi em vão se, no final das contas, Deus não consegue nos proteger do sofrimento e da morte? São estes pensamentos que maltratam o salmista até que, de repente, ele descobre: “Nem tudo o que brilha é ouro.” O sucesso das pessoas descomprometidas com Deus está construído sobre areia movediça. Estas pessoas acabam levando um susto quando se aproximam da divisa entre a vida e a morte. Naquele dia elas perceberão que não tem nada do que se orgulhar do que passou, porque sua vida é simples pó e porque serão consumidas majestade Dona Morte.
Sim, a morte é poderosa. Para o nosso Criador não há diferença entre ricos e pobres; entre pessoas renomadas e não renomadas; entre gente bem ou mal situada. São estes os detalhes que o salmista nos faz ver com precisão. A morte marca o fim de tudo aquilo que as mãos humanas conseguiram construir. Quando maior o pódio que se construiu aqui nesse chão, tanto maior a queda. Tudo aquilo que se constrói alicerçado sob falsas bases tem fim amargo com a aproximação da morte.
Mas então, qual é o nosso futuro? O que é que fica quando tudo se esvai? Asafe responde esta pergunta com toda sinceridade: Deus é quem fica! “Quanto a mim, bom é estar junto a Deus!” (Salmo 73.28) É arriscado dizer-se uma frase como esta. É possível crer-se durante toda a vida na alegria em meio à desgraça. Há quem se atreva, durante toda a sua história, a confiar em Deus enquanto as decepções insistem em dar o tom? De onde vêm as forças para uma empreitada destas? Para uma boa resposta a estas perguntas a Biologia e a Psicologia não conseguem nos ajudar.
É graça, é presente de Deus. Nada mais do que isso. Não caiamos na arapuca que o salmista do Salmo 73 caiu. Os nossos altos e baixos são pagas pelos nós méritos ou deméritos. Nada disso! Se alguma coisa fica isto é Deus e Sua graça, não nós. O que ficam não são nossas obras, nossos méritos, nossas falhas, nossas aberrações, mas só o grande amor de Deus. Maior e mais importante que o amor de Deus não pode acontecer na vida de uma pessoa do que isso que o salmista afirma no Salmo 73.28. Amém!
P. Renato Luiz Becker
Comunidade Evangélica de Itoupava Central
Sínodo Vale do Itajaí (SC)
Telefone: 047 3337 2473
E-mail: renato.luiz.becker@gmail.com
Blog: renatobecker.blogspot.com
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VAMOS PESCAR?
INTRODUÇÃO
Como já perceberam, sou pastor. E, como vocês, tenho
amigas e amigos. Outro dia ouvi da boca de um deles: – Tu és um pescador e,
como tal, deves te ajustar ao teu “emprego”. Se algum peixe morde a isca de
dia, deves pescá-lo de dia. Se outro morde a isca à noite, deves pescá-lo de
noite. Que bonita “lagoa”, esta nossa Itoupava Central. Vocês sabiam
que 95% dos pescadores não sabem nadar? Ouçam esta Palavra de Mateus 4.19:
Vinde após mim e eu vos farei pescadores de mulheres; de homens!
O CHAMADO
Jesus nos carrega em seus pensamentos. Seu coração se
aquece quando nos observa. É assim que Ele desenvolve um Projeto de Amor para
cada uma; para cada um de nós. Ele nos sonha como pessoas ativas e ativos no
Seu Reino. O verso bíblico que acabamos de ler testemunha que Pedro, André,
João e Tiago não titubearam. Disseram um claro “sim” e isso,
imediatamente após o personalizado convite. Quer dizer, temos que dar pelo
menos um passo, para fazermos a vontade de Deus. Dizer: - Sim, eu topo!
As pessoas que se decidem pela caminhada cristã, passam a
experimentar do Espírito de Deus (Mateus 6.24); a crescer na fé; a ensinar como
Jesus ensinou (Mateus 28.20). Deus interage neste processo, enquanto nos
qualifica para alcançarmos outras pessoas, a partir do nosso testemunho. Sim,
Deus nos usa para atingir corações que caminham neste espaço da cidade onde nos
encontramos. Não é maravilhoso constatar que todos somos pastoras, pastores,
pescadoras, pescadores de mulheres e mulheres para o Reino de Paz, de Amor e de
Perdão que Jesus veio implantar entre nós?
CONCLUSÃO
As pessoas que, a convite de Deus, testemunham da
salvação são como os pescadores no mar. Dependentes e confiantes,
perseverantes, inteligentes e vigilantes, laboriosos, abnegados e ousados. Ou
seja, não temem aventurar-se em mar perigoso. Foi assim que os discípulos
obtiveram êxito. Reagiram ao chamado de Jesus e, depois disso, nunca mais
estiveram sós. Você não sabe nadar? E daí? Deus não te deixa afogar...
--
P. Renato Luiz
Becker
Comunidade Evangélica de Itoupava Central
Sínodo Vale do Itajaí (SC)
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Biografias Borradas!
Introdução
Desculpe! Não entendo nada do que você fala!
É assim que reagimos quando alguém nos diz alguma coisa em meio aos ruídos do
dia-a-dia. Houve um momento em que Jesus conversou com uma mulher, perto de um
poço, e esta mulher também não entendia quase nada do que Ele lhe falava: Ouçam
o texto de João 4.16-26:
16 - Vá chamar o seu marido e volte aqui! - ordenou Jesus. 17 - Eu não tenho marido! - respondeu a mulher. Então Jesus disse:
- Você está certa ao dizer que não tem marido, 18 - pois já teve cinco, e este que você tem agora não é, de fato,
seu marido. Sim, você falou a verdade. 19
- A mulher respondeu: - Agora eu sei que o senhor é um profeta! 20 - Os nossos antepassados adoravam a
Deus neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde devemos
adorá-lo. 21 - Jesus disse: -
Mulher, creia no que eu digo: chegará o tempo em que ninguém vai adorar a Deus
nem neste monte nem em Jerusalém. 22
- Vocês, samaritanos, não sabem o que adoram, mas nós sabemos o que adoramos
porque a salvação vem dos judeus. 23
- Mas virá o tempo, e, de fato, já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão
adorar o Pai em espírito e em verdade. Pois são esses que o Pai quer que o
adorem. 24 - Deus é Espírito, e por
isso os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade. 25 - A mulher respondeu: - Eu sei que o
Messias, chamado Cristo, tem de vir. E, quando ele vier, vai explicar tudo para
nós. 26 - Então Jesus afirmou: -
Pois eu, que estou falando com você, sou o Messias.
Jesus
faz Desvios
A Mulher Samaritana dialoga com Jesus, mas
não sabe que Ele é o Filho de Deus. Jesus tenta lhe esclarecer que é o Prometido
de Deus, mas aquela senhora não entende quase nada daquilo que sai de Sua boca.
Ela até tem uma pequena ideia do assunto que Aquele Homem aborda. Num dado
momento Jesus se mostra como sendo o Cristo, o Abençoado de Deus, àquela mulher
que pertencia a uma casta menor do Judaísmo. Sim, Jesus se coloca como o Filho
de Deus para aquela Mulher que já tinha tido cinco maridos e que, naquele exato
momento, não vivia em situação regular com o sexto. Porque é que Jesus se apresenta
para uma pessoa à margem da sociedade? Porque é que Jesus se desvia de tantas outras
pessoas que são certinhas e se dá a conhecer para alguém não se encaixa neste
perfil?
A
resposta é simples! Jesus leva a Boa Mensagem de Deus que se resume em mais
vida para as pessoas que Lhe são receptivas; para as pessoas que se mostram
dispostas a se envolver com Ele. Quem são estas pessoas das quais Jesus se
aproxima? São as pessoas que tem sua biografia borrada; seu coração quebrado e
sua alma ferida. São as mulheres e os homens que não tem mais nada a perder. Só
essa gente é que lucra com a proposta do amor ao próximo que Jesus vem trazer. Este
povo que vive nas beiradas da vida não faz mais parte do mundo certinho e é
justamente esta situação que os faz ser receptivos à novidade de vida que lhes
é plantada nos corações. Essa realidade parece ser mais difícil de acontece com
as pessoas satisfeitas e estabelecidas no seu dia-a-dia.
Conclusão
O
fato de Jesus voltar-se para as pessoas que caminham pelos corredores laterais
da vida irrita esse pessoal mais arraigado nos seus costumes. Notem que Jesus costuma
se desviar dessa gente para ir ao encontro das pessoas pobres; doentes e
socialmente fracas. Agindo assim Ele quer deixar claro para todas; para todos
que o Seu amor é sem fronteiras; que o Seu amor pode ultrapassar todo e
qualquer cercado e que este amor “pode mudar a face do mundo”. Nós também,
muitas vezes, não entendemos nada da mensagem que Dele ouvimos. Jesus,
entretanto, se desvia das nossas falhas e dos nossos medos para se aproximar de
nós; mergulhar nos nossos pensamentos; aproximar-se dos nossos corações;
inserir-se no nosso entendimento. Você entendeu esta prédica?
P.
Renato Luiz Becker
Itoupava
Central – Blumenau (SC)
Dia 04
de agosto de 2013
O Dinheiro rege mesmo o Mundo?
Introdução
No Antigo Testamento existe a regra do dízimo que
se deve dar a Deus. O dízimo é um sinal evidente de que as pessoas que querem
segurar tudo para si acabam perdendo o que tem. Ora, Deus nos sonha como
senhoras; como senhores do dinheiro, nunca como filhas e filhos que vivem sob o
senhorio do dinheiro! Para crescermos neste conceito, proponho a leitura de 1 Timóteo 6.6-11a...
6 - É claro
que a religião é uma fonte de muita riqueza, mas só para a pessoa que se contenta
com o que tem. 7 - O que foi que
trouxemos para o mundo? Nada! E o que é que vamos levar do mundo? Nada! 8 - Portanto, se temos comida e roupas,
fiquemos contentes com isso. 9 - Porém
os que querem ficar ricos caem em pecado, ao serem tentados, e ficam presos na
armadilha de muitos desejos tolos, que fazem mal e levam as pessoas a se
afundarem na desgraça e na destruição. 10
- Pois o amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males. E algumas
pessoas, por quererem tanto ter dinheiro, se desviaram da fé e encheram a sua
vida de sofrimentos. 11 - Mas você,
homem de Deus, fuja de tudo isso.
O Amor
ao Dinheiro
Há muitos ditados sobre o tema “dinheiro”. Conheço
três deles: - Toda pessoa tem seu preço! - O dinheiro compra tudo! - O dinheiro não traz felicidade, mas acalma!
Esses dias eu andei me
perguntando: - Quando é que uma pessoa se torna rica? - Quando
ela tem R$ 150.000,00 depositados na sua Conta Bancária? – Quando ela é dona de
R$ 1.000.000,00 e mora numa bonita casa?...
Quem se envolve com este tema, logo começa a
brincar com a ilusão de que a pessoa rica tem tudo o que precisa para viver. Se
isso de fato fosse assim, todas as pessoas ricas deveriam ser muito felizes;
muito satisfeitas. Seguindo o mesmo raciocínio, todas as pessoas pobres deveriam
ser extremamente insatisfeitas; extremamente infelizes.
Não é isso o que se percebe, nem com as pessoas
ricas e nem tampouco com as pessoas pobres. Gente querida! Isso já é um sinal evidente
que o dinheiro não é tudo na vida. O fato é que o problema do dinheiro está no
sentimento que ele desenvolve no ser da pessoa. É assim que quem tem dinheiro quer
mais dinheiro. A pessoa que alcança um bom montante na sua conta bancária não
se acalma, mas fica inquieta; preocupada. Quer dizer, o problema não está no
dinheiro em si, mas naquilo que ele faz acontecer no coração das pessoas.
Conclusão
O sentido de suficiência proposto por Paulo (7-8) não
se alcança a partir de uma luta renhida, mas a partir de uma relação com Deus
que nos promove a perspectiva de novos valores. Assim, uma sociedade que só
conhece o valor do dinheiro é uma sociedade empobrecida. É uma sociedade que só
se apoia num ponto e, esse, de um modo geral, parece ser o problema da
sociedade brasileira. Observem que é com este tipo de pessoas que tratamos, a
partir da Comunidade Evangélica de Itoupava Central. Deus sonha em alargar o
pensamento das Suas filhas e dos Seus filhos, quando lhes retira do coração o “amor
ao dinheiro”; quando lhes mostra os valores da fé, do amor, da misericórdia, da
amizade, da esperança...
Oração
Jesus, nós nos deixamos envolver facilmente pelo
brilho que o dinheiro produz. Permite-nos a descoberta de como é limitada e
pobre a pessoa que só conhece o dinheiro. Dá que possamos descobrir a riqueza
que Tu nos presenteias. Amém!
P. Renato Luiz Becker
Dia 31 de julho de 2013
Itoupava Central – Blumenau (SC)
É na Rotina que se esconde a Surpresa!
Introdução
Muitas;
muitos de nós vivemos dentro de uma rotina. Levar às crianças para a escola;
fazer pequenos trabalhos em volta da casa; organizar as refeições; ir ao
trabalho todas as manhãs; trabalhar no comércio, na indústria ou no escritório.
Isso tudo pode ser um tanto tedioso.
A
rotina, entretanto, nem sempre é prejudicial. É como andar de automóvel. A
gente não precisa pensar em ligar a chave do carro; em engatar a primeira
marcha; em virar a direção para a direita ou para a esquerda. Quem sabe dirigir até pode curtir a paisagem
e ainda ouvir o noticiário no rádio do carro. Isso também acontece quando vamos
dando conta dos nossos recados no dia-a-dia. Aí sempre ainda sobra tempo para
se fazer outras coisinhas, como por exemplo: Prestar atenção nas nossas filhas
e nossos filhos quando eles falam sobre os acontecimentos vividos na escola ou
nas notícias que estão movendo o mundo em que vivemos.
De
repente acontece alguma coisa que não esperávamos, como o fato que aconteceu
para o lavrador que arava a terra do seu patrão. Aqui eu convido vocês a
ouvirem o texto de Mateus 13.44-46.
44 - O Reino
do Céu é como um tesouro escondido num campo, que certo homem acha e esconde de
novo. Fica tão feliz, que vende tudo o que tem, e depois volta, e compra o
campo. 45 - O Reino do Céu é também
como um comerciante que anda procurando pérolas finas. 46 Quando encontra uma pérola que é mesmo de grande valor, ele vai,
vende tudo o que tem e compra a pérola.
Que
surpresa!
Arar
a terra, essa era a rotina do homem da parábola que acabamos de ouvir. Ele
entendia muito bem deste riscado. Ôpa! A pá do arado trancou! Os bois param de
fazer força e o tal lavrador larga o arado para ver o que aconteceu. Surpresa!
Não é uma raiz ou uma pedra, mas uma caixa que o impede de continuar lavrando.
Ele abre a dita caixa e percebe que ela está cheia de prata (ouro?). Ele
explode alegria. Essa caixa vai mudar a sua vida. Agora a sua vida tem um novo
sentido. Tudo aquilo que antes lhe era caro, aquele homem pode passar nos
trocos para comprar o lote de terra que lhe permitirá a vida que sempre sonhou.
É
mais ou menos isso que pode nos acontecer se, no meio dos nossos afazeres
diários, nos encontrarmos com a pessoa de Jesus Cristo. A gente não espera por
esse encontro, mas daí, do nada, o céu pode se abrir para nós: Alguém nos falar
uma palavra clara que entendemos como nunca antes tínhamos entendido; nós
podemos tomar uma decisão que sempre queríamos ter tomado, mas não tínhamos
coragem de tomá-la; nós podemos nos encontrar com alguém que nos animou a
investir na nossa vida; nós podemos perceber uma luz que vem clarear aquele tal
canto escuro da nossa vida e nós, finalmente, percebemos aquela verdade que,
simplesmente, vai resolver o velho problema com o qual nos debatíamos.
Conclusão
Sim,
vale a pena viver os nossos dias com os olhos e os ouvidos abertos, mesmo que a
rotina nos atrapalhe; incomode-nos. Sabe lá, hoje, nesta semana que se inicia,
Deus não queira nos fazer uma grande surpresa. Amém!
P. Renato Luz Becker
Dia 24 de julho de
2013
Itoupava Central
Mordomia Cristã – Os nossos Tesouros
Introdução
Mordomia Cristã é a
administração responsável dos recursos do Reino de Deus que foram confiados a
uma pessoa ou a um grupo com reflexos no dia-a-dia. Em Gênesis 39.1-4 fica evidente que um mordomo serve.
Tesouros!
O que é um tesouro? É
uma porção de dinheiro, de objetos e bens materiais. O que fazemos com o
tesouro que nos é confiado? É de responsabilidade pessoal o uso correto dos
tesouros! Vejamos a postura de Jesus Cristo em relação aos tesouros que adquirimos
na terra. Para surpresa de muitos, Jesus Cristo falou acerca do dinheiro com
maior frequência do que sobre qualquer outro assunto, com exceção do Reino de
Deus.
Em Marcos 12.41 que Jesus
observava as pessoas que lançavam seu dinheiro no gazofilácio. Ou seja, Jesus
se propôs a ver o que as pessoas davam e a discernir com que
espírito elas davam. Dá para se dizer que três conversões são necessárias na vida de uma pessoa: a conversão do
coração, a da mente e a da bolsa (dinheiro). Martin Lutero
O lado bom do
Dinheiro!
O dinheiro pode ser
usado como bênção. O dinheiro bem usado
reflete o nosso relacionamento com Deus (ofertas, dízimo...). Em Mateus 6.3-4 Jesus nos
ensina em relação à oferta: “Tu, porém, ao dares a oferta, ignore a tua mão
esquerda o que faz a tua mão direita; para que a tua oferta fique em secreto; e
teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.”
Com relação às
ofertas, em Mateus 5.23-24 Jesus
dá uma recomendação bem concreta aos que estão brigados: Antes de ofertar
precisamos passar pelo processo da reconciliação.
Já em relação ao
dízimo, é interessante observar que para Abraão, o Pai da Fé, o dízimo é uma
decisão que expressa gratidão. Em Gênesis
14.20b se lê: “E de tudo lhe deu Abrão o dízimo.”
É interessante que
Jacó, neto de Abraão, tem a mesma atitude de gratidão. “... e, de tudo
quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo.” (Gênesis 28.22b) Notem que os
dois fatos se deram antes da instituição da Lei dada por Deus a Moisés.
Jesus fala do lado
bom do Dinheiro
Em Lucas 10.25-36 conhecemos a
história do Bom Samaritano. Ele usou generosamente o seu dinheiro em
benefício de uma pessoa desconhecida. No verso 35 se lê: “No dia seguinte,
tirou dois denários os entregou ao hospedeiro, dizendo: Cuida deste homem, e,
se alguma coisa faltar a mais, eu te indenizarei quando voltar”.
Jesus permitiu que
mulheres de posse ajudassem a sustentar seu ministério. Em Lucas 8.1-3 se percebe mulheres
prestando assistência a Jesus com seus bens.
O lado ruim do
Dinheiro!
Jesus chama as riquezas de “mâmon”. Para Jesus “mâmon”
é deus (Mateus 6.34). É deus
com letra minúscula. Mas como tantos outros “deuses” este também exerce uma força muito grande sobre as pessoas.
É um poder que busca dominar-nos. Assim, para Jesus, dinheiros, tesouros e riquezas
são, por assim dizer, um deus que precisa ser vencido. Muitas pessoas mostram
verdadeira devoção ao dinheiro.
Nossos corações apenas têm
lugar para uma devoção toda abrangente, e somente podemos agarrar-nos a um
Senhor (Jesus). Dietrich Bonhoeffer
O que precisamos
reconhecer é o poder sedutor de “mâmon”. O dinheiro, a riqueza e o
tesouro tem poder. Quem não descobrir essa verdade, corre sérios riscos!
Jesus fala do lado
ruim do Dinheiro!
Quando Jesus fala das riquezas, Ele quer que as
pessoas voltem as costas ao deus “mâmon”, a fim de adorar ao Deus único
e verdadeiro.
O jovem rico perguntou a Jesus o que fazer para ganhar
a vida eterna e recebeu uma dura resposta. Em Mateus 19.21 está escrito: “Se queres ser perfeito, vai,
vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu...”.
Para aquele jovem a riqueza era um deus e exigia
devoção completa. A Bíblia finaliza esse assunto registrando: “Tendo, porém,
o jovem ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas
propriedades”. (Mateus 19.22). Para
aquele jovem o dinheiro se tornara um ídolo que tudo exigia e, por isso, tinha
de ser totalmente rejeitado.
A força do Tesouro (Dinheiro)...
Por trás do dinheiro estão potestades espirituais
invisíveis, poderes sedutores e falsos. Foi esse o fato que o apóstolo Paulo
viu quando observou que (“o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”. (1 Timóteo 6.10).
O apóstolo Paulo falou acerca da mesma coisa que Jesus
abordou em suas muitas declarações acerca do dinheiro, a saber, que ele é um
deus e que procura sujeitar-nos. Paulo sugere que o amante do dinheiro fará
qualquer coisa para obtê-lo. O amor ao dinheiro exige devoção total.
O que fazer com nossos Tesouros?
Honra ao SENHOR com os teus
bens e com as primícias de toda a tua renda... Provérbios 3.9 Em
2 Coríntios 9.7 Paulo
recomenda: “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com
tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria”.
Como palavra final, retenhamos o que Jesus disse em Mateus 6.21: “porque, onde está o
teu tesouro, aí estará também o teu coração”.
- Para
pensar: a) Temos ofertado com o coração? b) Temos adorado o deus “mâmon”? c) O dinheiro mexe conosco? d)
Há o que compartilhar sobre o assunto: vitórias, derrotas...?
P. Renato Luiz Becker
Mas que Presente!
Introdução
A semana que passou foi dedicada ao Dia Mundial do Meio Ambiente. Muitos
de vocês devem ter percebido que andou faltando em muitos bairros de Blumenau.
Ironia do destino? A água é um elemento básico no mundo. Dela dependem as
pessoas, os animais, toda a Criação. Nós, aqui no sul do Brasil, ainda não
temos problemas neste sentido. É só abrir a torneira e a água já jorra sempre
clara e fresquinha.
Nós não só usamos essa água para beber e cozinhar. Também tomamos banho
com ela; lavamos a louça e a roupa com ela; esfregamos o chão, limpamos o carro
e também o banheiro com ela. Passa pela nossa cabeça que uma em cada seis
pessoas não tem acesso à água potável no mundo; que muitas pessoas precisam
caminhar quilômetros até chegar a um recipiente, onde podem coletá-la para
levá-la para casa?
Distância de Deus
Pior que a falta da água pura é a distância que muitas pessoas se
encontram de Deus, o Criador. A humanidade tem se afastado mais e mais de Deus.
Poucos ainda perguntam sobre a sua origem e a maioria das mulheres e dos homens
já se deixa persuadir de que são um produto do acaso e de que não tem outro
propósito na vida do que procriar a fim de preservar a espécie. Tal crença pode
secar a alma. Daí que não é à toa que muitas pessoas se apegam aos bens
materiais; que muita gente procure a sua sorte aqui e agora e não pense mais no
futuro.
O profeta Isaías pergunta ao povo de seu tempo: "Por que vocês
gastam o dinheiro que vocês suaram para ganhar com o “pão” que não mata a fome?
Ouçam a Mim e façam o que Eu lhes digo; daí então vocês experimentarão a
saciedade. Ouçam-me! Aceitem as minhas instruções e vocês viverão! (Isaías
55.2-3)
E nós hoje? Quantas vezes nos damos por satisfeitos com as ofertas
superficiais que nos são oferecidas? Gente querida! Estas “pequenas ofertas”
não podem nos manter vivos em longo prazo. É por isso que o nosso Criador nos
oferece outra Proposta de Vida. Ele mesmo veio até nós como homem para
satisfazer nossa fome de verdadeira realização. Ele disse: “Aquele que crê em
Mim nunca terá sede e aquele que crê em Mim já tem a vida eterna" (João
6.35 e 47)
Conclusão
Esta oferta é um presente valioso e diz respeito a todas as mulheres e a
todos os homens. Nós não precisamos pagar por isso, porque Jesus já o pagou por
nós. A graça de Deus não é barata. Ela é mais preciosa do que a água e, mesmo
assim, é gratuita!
P. Renato Luiz Becker
09 de junho de 2013.
*******************************
E Viva o Amor!
Introdução
Diz-se que a cristandade já festejava o Dia dos
Namorados o quarto século; que esta data festiva tenha se originado a partir da
pessoa do Monge Valentim, Bispo da cidade italiana de Terni, no século 3.
Naquela época vigorava um Decreto Imperial que proibia a celebração de
matrimônios na Igreja. Valentim ignorava a tal da Lei e, inclusive, presenteava
os casais recém-casados com flores que ele mesmo colhia no seu jardim. De
acordo com a lenda, o Imperador mandou executá-lo no dia 14 de fevereiro de 268
por causa de essa sua desobediência, e por não abdicar da sua fé cristã. Foi só
depois de cem anos da sua execução que o Dia de São Valentim, o nosso Dia dos
Namorados, passou a ser celebrado no Império Romano. Esta história não tem como
ser comprovada, mas é contada adiante de geração em geração.
Festejar o Amor
No Salmo 13.5 o
salmista dá um testemunho: “Eu
confio no Teu amor. O meu coração ficará alegre, pois Tu me salvarás.” Já
em Lucas 6.19-20 se lê: “Todos queriam tocar em Jesus porque dele saía um poder que curava. Jesus
olhou para os seus discípulos e disse: Felizes são vocês, os pobres, pois o
Reino de Deus é de vocês.”
Jesus, nos Seus discursos,
sempre promovia o “amor”. Daí que as pessoas sempre O procuravam com o intuito de
tocá-lo em busca do poder que gerava a cura. Sim, Jesus sempre se colocava como
um Ajudador; como um Curador; como um Salvador que tinha vindo para fortalecer Suas
irmãs e Seus irmãos a partir do “amor”.
O “amor”, este foi o maior legado que Jesus nos promoveu.
Amar ao próximo; curá-lo; ajudá-lo; exaltá-lo e santificá-lo – essa sempre foi
a Sua máxima. Hoje em dia, para muitas pessoas, a palavra, “amor” soa um tanto
mágica. Assim, penso que o Dia dos Namorados seja um momento propício para
refletirmos sobre o assunto.
Queridas e queridos! Nada, ninguém pode abafar o amor
entre duas pessoas. O dia 12 de junho, quarta-feira, novamente será como uma
poesia dedicada ao “amor”. Trata-se de uma boa data para abordar-se a temática
do “amor” e, imagino eu, que se Jesus vivesse entre nós, Ele, certamente,
também faria uso desta oportunidade.
O comércio está nos incitando a marcarmos o Dia dos
Namorados com um símbolo de “amor”. Neste momento as floriculturas já se
preparam para faturar com a venda de rosas vermelhas. Será que não existe um
presente melhor?
Não sei como é com vocês, mas fico mexido e, depois,
encorajado quando alguém diz gostar de mim; dá-me um frio na barriga e, depois,
não me sinto mais tão pequeno quando alguém me diz que precisa de mim e que não
dá conta de fazer isso ou aquilo sozinho; fico animado e, depois, muito alegre
quando alguém me convida a caminhar junto com o argumento que, desse jeito, somos
mais fortes.
Conclusão
Que palavras simples de serem ditas! Porque será que
elas são tão difíceis de serem expressas? Será que a tua parceira ou o teu
parceiro não estão ávidos para ouvir algo assim? Penso que o Dia dos Namorados seja
um bom dia, para expressarmos nosso “amor”. Expressem-no um ao outro; umas às
outras; uns aos outros. Verbalizem-no às pessoas que se assentam à sua direita
e à sua esquerda. Repartam-no com as pessoas que vocês acabaram de conhecer.
Atitudes deste porte não custam dinheiro e promovem alegria, não apenas aos
floristas e aos vendedores de chocolates.
Oração
Querido Deus! Nós Te agradecemos pela existência do
“amor” e que nós podemos vivenciá-lo. Agradecemos-te por que Tu nos ajudas a
experimentar e a repartir o “amor”. Senhor! Abençoa o Teu mundo; cura as
pessoas doentes e sacia as que têm fome; promove esperança para as pessoas que
experimentam cansaço; consola as pessoas desesperadas; ressuscita as que experimentam
a morte. Pai-nosso...
P. Renato Luiz Becker
Casais Girassóis
Comunidade Evangélica de Itoupava Central
Dia 07 de junho de 2013 – 20h
Articuladores de Vida!
Mateus 9.35-38
Introdução
Muito
trabalho e poucos colaboradores... Penso que nós já conhecemos essa história -
certo? Como é que resolveremos esse problema?
O Perfil de Jesus
Jesus
era um sujeito otimista. Ele tinha clareza a respeito daquilo que precisava ser
feito, mas também percebia que eram poucas as pessoas que “metiam a mão na
massa” para fazê-lo. Isso mesmo! Jesus não se detinha nos problemas; não vivia num
mundo fictício, mas Se colocava como um “Articulador da Vida”. Ou seja, Ele sabia
dos problemas e das preocupações que os Seus conterrâneos tinham e, por isso
mesmo, Se mostrava um tanto triste por ocasião desta fala.
Sim, Jesus
via possibilidades além do horizonte. E nós? Quais os resultados que a nossa
Comunidade poderia alcançar se tivéssemos mais gente ajudando nas tarefas que
precisam ser levadas a cabo? Gente querida! O rendimento da nossa Comunidade
Evangélica poderia ser bem maior aqui na Itoupava Central, se houvesse mais
mãos ativas. Se mais irmãs e mais irmãos ajudassem na obra de Deus, então,
certamente, nós poderíamos levar o Evangelho para um número bem maior de pessoas
do que atualmente levamos...
Jesus
foi um profeta realista. Ele via o presente e o futuro; Ele via o trabalho e,
ao mesmo tempo, os cestos cheios da boa safra; Ele via o reboco caindo, mas
também percebia a perspectiva da nova fachada. Ele vê o nosso potencial e tudo
aquilo que pode ser feito a partir dele. Ele nos vê como somos e, ao mesmo
tempo, aquilo que nós ainda podemos vir a ser.
No
texto que estamos trabalhando, Jesus tentava mostrar aos Seus discípulos que a
oração libera possibilidades inimagináveis; que Deus, o
Todo-Poderoso, quer trabalhar; agir ao nosso lado. Estamos cientes disso? Qual
é o tamanho da nossa fé aqui na Igreja do Salvador? Confiamos que Ele possa
promover mudanças na nossa vida diária; um novo começo na nossa Comunidade?
Conclusão
Jesus
está aqui do nosso lado. Ele diz para você e para mim: - Não perde de vista aquilo
que é necessário, mas pense maior! Não esqueça as possibilidades que Eu posso
te presentear. Peça-me ajuda! Coloque todas as tuas esperanças em Mim, porque Eu
tenho soluções para os problemas que, para vocês, parecem insolúveis. Não
esqueçam que "Eu sou o caminho, a verdade, e a vida."
Opa! Vocês
estão ouvindo o que eu ouço? – Por que vocês ainda não contrataram um
Catequista para trabalhar na área do Ensino na Sua Comunidade? Por que vocês ainda
não deram jeito de contratar uma diácona e ou um diácono para ir de encontro das
pessoas que sofrem carências? Vocês não percebem que um obreiro Pastor é muito
pouco para um canteiro de obras tão grande como o de vocês? (João 14.6) Ajudem!
Contribuam mais com o Reino de Deus e vocês vão ver; vão experimentar chuvas de
bênçãos!
P. Renato Luiz Becker
02 de junho de 2013.
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Um Bom Investimento
Um Bom Investimento
Introdução
Outro dia li o que a redatora de um jornal escreveu no primeiro
parágrafo para uma reportagem sobre perfume: “Milhares de flores morrem para
que alguém se volte quando você passa. Pense nisso quando comprar um perfume –
não lamente o preço.” Não lamente o preço... Houve uma ocasião em que os
discípulos lamentaram o preço... Ouçam o texto de João 12.1-8...
1 - Seis dias
antes da Páscoa, Jesus foi ao povoado de Betânia, onde morava Lázaro, a quem
ele tinha ressuscitado. 2 - Prepararam
ali um jantar para Jesus. Marta ajudava a servir, e Lázaro era um dos que
estavam à mesa com ele. 3 - Então
Maria pegou um frasco cheio de um perfume muito caro, feito de nardo
puro. Ela derramou o perfume nos pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos;
e toda a casa ficou perfumada. 4 -
Mas Judas Iscariotes, o discípulo que ia trair Jesus, disse: 5 - Este perfume vale mais de trezentas
moedas de prata. Por que não foi vendido, e o dinheiro, dado aos pobres? 6 - Judas disse isso, não porque tivesse
pena dos pobres, mas porque era ladrão. Ele tomava conta da bolsa de dinheiro e
costumava tirar do que punham nela. 7
- Então Jesus respondeu: - Deixe Maria em paz! Que ela guarde isso para o dia
do meu sepultamento. 8 - Os pobres estarão sempre com vocês,
mas eu não estarei sempre com vocês.
Derramando Perfume
Você
pensa em comprar um perfume caro? Já entrei em perfumarias onde um pequeno
frasco de perfume pode custar o equivalente ao salário anual de um trabalhador.
O texto bíblico sobre o qual nós estamos nos debruçando fala de tal perfume. Na
época de Jesus, um litro do perfume com o qual a Maria perfumou os pés de Jesus
correspondia ao salário anual de um trabalhador comum (João 12.05; Mateus
20.2). Este óleo com o qual Maria ungiu Jesus era retirado de uma planta
chamada “nardo”, que ainda hoje cresce na região do Himalaia. A careza da sua
importação se devia ao longo caminho entre a Palestina e o Himalaia.
Os
discípulos de Jesus que testemunharam aquela unção balançaram a cabeça
demonstrando claramente a sua desaprovação. Judas, representando a sua turma, até
ousou dizer: - Ô Pessoal! Isso aí não está certo... Nós poderíamos vender este
óleo no mercado por umas 300 moedas de prata e, depois, doar toda a “grana”
para as pessoas pobres. (João 12.5) Jesus ouviu aquela palavra e se colocou ao
lado da Maria dizendo: - Deixem a Maria em paz! Ela apenas antecipou a unção
para o meu funeral! (7). Gente querida! Jesus sabia que Judas era um ladrão
(6), e que, em poucos dias, viria a traí-Lo. (João 13.2 e 21)
Nos
dias de hoje nós somos muito cuidadosas; muito cuidadosos na aplicação do nosso
dinheiro. Nós sempre o aplicamos lá onde ele vai gerar lucro. Ao derramar o
caro perfume nos pés de Jesus, Maria não estava preocupada em fazer um
investimento que lhe desse alto retorno. Nada disso! Ela só queria dar a honra
que Jesus, no seu entender, merecia. Ela fez aquele gesto movida por gratidão;
por amor. Porque ela era grata a Jesus? Ora, porque Ele a tinha presenteado com
vida digna, depois de livrá-la da tortura de vários demônios (Lucas 8.2). Também
é provável que ela já estivesse intuindo a morte de Jesus e, assim, aproveitou
a oportunidade para agradecer-Lhe com tudo o que tinha de uma forma prática;
plástica.
O
feito da Maria é um pequeno exemplo daquilo que Deus, o nosso Pai, fez por nós
quando permitiu que Seu Filho morresse na cruz para nos salvar da morte eterna
(João 3.16; Romanos 8.32). Deus já sabia de antemão que muitas pessoas
rejeitariam a Sua oferta. Quem crê em Jesus Cristo recebe o perdão e a vida
eterna. Foi por isso que Deus sacrificou o Seu mais Precioso Bem em favor de
nós: Seu próprio Filho. Não é impressionante?!
Conclusão
Deus
não sonha com mais nada, a não ser que aceitemos Jesus Cristo como nosso Senhor
e Salvador; que nos deixemos preencher do Seu Amor e que, ao mesmo tempo,
repartamos deste amor com quem se encontra próxima; próximo de nós. Maria
repartiu do seu amor derramando o óleo caríssimo nos pés de Jesus. Derramemos nós
também das nossas primícias sobre os pés; sobre as cabeças das outras; dos
outros. Perfumemos as pessoas que estão do nosso lado, a partir de atos reais, com
a fragrância que brota da nossa relação com Deus. Amém!
P. Renato Luiz
Becker
Itoupava Central
Blumenau – SC
Dia 17 de março de
2013
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Cura e Reconciliação
Introdução
Querida Comunidade. O evangelista Lucas era
médico e só escrevia para pessoas cristãs não judias. Aliás, Lucas foi o único
escritor do Novo Testamento que abordou assuntos sobre os sentimentos e os atos
que brotam da fé cristã. Vamos ler o texto de Atos 2.41-47?...
41 - Muitos acreditaram na
mensagem de Pedro e foram batizados. Naquele dia quase três mil se juntaram ao
grupo dos seguidores de Jesus. 42 -
E todos continuavam firmes, seguindo os ensinamentos dos apóstolos, vivendo em
amor cristão, partindo o pão juntos e fazendo orações. 43 - Os apóstolos faziam muitos milagres e maravilhas, e por isso
todas as pessoas estavam cheias de temor. 44
- Todos os que criam estavam juntos e unidos e repartiam uns com os outros o
que tinham. 45 - Vendiam as suas
propriedades e outras coisas e dividiam o dinheiro com todos, de acordo com a
necessidade de cada um. 46 - Todos
os dias, unidos, se reuniam no pátio do Templo. E nas suas casas partiam o pão
e participavam das refeições com alegria e humildade. 47 - Louvavam a Deus por tudo e eram estimados por todos. E cada
dia o Senhor juntava ao grupo as pessoas que iam sendo salvas.
O texto que acabamos de ouvir parece dar a entender que na Comunidade
Primitiva as relações pessoais eram um sonho. Nada disso! A Palavra que ouvimos
é apenas um resumo; uma pequena ideia daquilo que era aquela Igreja da primeira
hora. Onde experimentamos algo assim hoje?
A Comunidade Primitiva
Ouvimos que as pessoas batizadas permaneciam firmes na Doutrina dos
Apóstolos. Essa “doutrina dos apóstolos” eram os relatórios e as falas a
respeito de Jesus; de Sua vida; de Sua paixão e de Sua ressurreição. Sim, os
apóstolos queriam seguir; viver; agir e ensinar da maneira como Jesus viveu;
agiu e ensinou. Foi por isso que fizeram de tudo para transmitir a Boa Notícia do
jeito que podiam. E uma boa maneira de se fazer isso é contar histórias. Foi o
que Lucas fez no livro de Atos; foi o que a liderança fez; foi o que a Comunidade
fez, enquanto davam testemunhos da sua vida de fé a partir do Ensinamento dos
Apóstolos. É o que as orientadoras e os orientadores do nosso Culto Infantil
fazem. Fazemos o mesmo com nossas filhas, nossos filhos, nossas netas e netos?
Ouvimos que as pessoas se envolviam com a Comunidade. O texto
lido informa que as pessoas batizadas eram unidas e que tinham tudo em comum;
que vendiam suas propriedades e seus bens para reparti-los, conforme as
necessidades que iam se mostrando. Opa!... Isso é importante! A Comunidade Cristã
ajuda a quem se encontra em dificuldade. Não é assim que um governo é bom quando
faz algo pelas pessoas pequenas; ruim quando não faz? O mesmo juízo também vale
para a Comunidade Cristã! Como é que será que nos julgam por aí nas baixadas de
Itoupava?
Ouvimos que as pessoas permaneciam fiéis no Partir do Pão. No início da Era Cristã o ato de Partir do Pão visava acabar com a fome das pessoas e, ao mesmo tempo, a Celebração da Ceia do Senhor. Aliás, todas as refeições que tomamos têm algo de Celebração em si. Jesus sempre comparava o Reino dos Céus com uma refeição porque ela, a refeição, sempre cria comunhão entre as pessoas e com o Cristo Ressurreto.
Ouvimos que as pessoas permaneciam em constante oração. O texto nos informa que a Comunidade era unida e que, diariamente, louvava a Deus no templo orando, enquanto partiam o pão. Isso também acontecia nas casas particulares. Quer dizer, a Comunidade se entendia como parte do Povo de Deus; vivia o chamado de Deus para ser Povo Santo.
Conclusão
Os Grupos que se reúnem em casas e na Comunidade ficam sabendo das
necessidades da vizinhança. Se estes grupos agirem, eles poderão vir a ser
conhecidos como os Centros Vitais da Comunidade. A função do Culto é congregar
todos os Grupos na comunhão; na adoração e na Ceia do Senhor. Coisa boa poder
perceber a presença de Jesus Cristo no meio de nós. Cada Culto quer ser uma
pequena Festa Comunitária. As conversas que antecedem o Culto; os diálogos que
se dão depois do Culto; tudo contribui para a edificação da Comunidade Cristã.
Ninguém de nós é apenas visita no Culto, mas participante do mesmo. Venham e
participem do Culto com seus dons e com seus talentos; orem ao Senhor tão
vividamente quanto possível; peçam pela bênção de Deus. Amém!
P. Renato Luiz Becker
Dia 10 de março de 2013
Itoupava Central
Blumenau - SC
O
Guarda-Chuva de Deus!
Introdução
O
Salmo 91.1-2 nos diz que “a pessoa
que procura segurança no Altíssimo e se abriga na Sua sombra protetora, experimenta
um Deus defensor e protetor”. Leio
esta pelavra na versão alemã: “Wer unter
dem Schirm des Höchsten sitzt und unter dem Schatten des Almächtigen bleibt der
spricht zu dem Herrn: Meine Zuversicht und meine Burg, mein Gott, auf dem ich
hoffe.”
Boa Proteção
Em 1967 eu dei carona, debaixo do meu guarda-chuva, para uma
pessoa idosa... Este guarda-chuva que Deus abre sobre nós não tem nada a ver
com proteção de sol ou chuva. Trata-se de um guarda-chuva especial para pessoas
como nós que aqui nos encontramos nesta Reunião do Sínodo Vale do Itajaí; para pessoas
que tem preocupações; para pessoas que experimentaram e ainda experimentam
derrotas; para pessoas que estão às voltas com suas culpas e seus medos...
Que bom abrigo é este! Pelo jeito o salmista fez ótimas
experiências com Deus. Notem que ele não “se achou”; ele não se mostrou
arrogante por causa do cuidado que Deus teve com ele. No Salmo em questão não
está escrito que, uma vez achada proteção debaixo deste guarda-chuva, se está protegido para o resto da vida. No texto
está escrito, isso sim, que o guarda-chuva de Deus nos dá a confiança, a
esperança e a certeza de que Deus vai conduzir os nossos caminhos. É só debaixo
da proteção de Deus que podemos nos sentir cuidados, nem mais nem menos que as
outras pessoas que também são cuidadas pelo Criador. O cartaz da IECLB para
2013 mostra isso!
Conclusão
Ninguém pode induzir Deus a agir assim ou assado. Se confiarmos
em Deus, Ele não nos deixará na mão; Ele se tornará um castelo forte para nós. Só
sob a proteção de Deus é que nós podemos nos sentir seguras; seguros dos
ataques que porventura viermos a sofrer. Coisa
boa saber disso: “Unter
deinem Schirmen bin ich vor den Stürmen aller Feinde frei...” Sob o guarda-chuva de Deus eu estou protegido de todas as tormentas e de
todos os inimigos que possam me machucar. Amém!
P. Renato Luiz Becker
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Pessoas Pequenas!
Mateus 18.1-5
Introdução
Querida
Comunidade! Aos quarenta anos muitas e muitos de nós se perguntam: - Cheguei lá
onde eu queria? - Vou seguir no mesmo ritmo até os 60?... Sim, nós sempre
refletimos sobre o nosso salário; sobre a nossa aposentadoria; sobre a projeção
que queremos dentro da sociedade. Os discípulos também pensavam assim e, por
isso, quiseram saber de Jesus quem deles seria maior no Reino de Deus. Será que
ao fazer esta pergunta eles pensavam mesmo no Reino de Deus? Será que eles não
estavam sonhando com uma posição de mais destaque no “Novo Céu e na Nova
Terra”?...
A Criança é nosso Modelo
Os
discípulos tinham caminhado três anos ao lado de Jesus. Eles tinham acompanhado
Sua ascensão de Pastor Itinerante a Herói Popular. Não seria justo que também
eles “sofressem” alguma posição de destaque no Novo Reino que se aproximava?...
Claro que sim! Os discípulos criam que a “carreira” de seu Mestre tinha chegado
ao ápice e que, em vista disso, eles seriam guindados à condição de ministros
do Rei Jesus. Foi isto que os motivou a sugerir-Lhe que estabelecesse, de uma
vez por todas, as “regras da hierarquia”.
Toda
a nossa sociedade se pauta por “regras de hierarquia”. Os indivíduos que têm
bons relacionamentos sempre são mais bem vistos do que os que não os têm. No
meio disso, as pessoas que estão “no alto”, sempre são mais ouvidas. A posição
social; o dinheiro; o jeito de ser; a boa retórica, enfim, tudo contribui para quem
almeja viver posições mais altas na sociedade. Na cristandade isso não deveria
ser assim, mas é. Também na Igreja existe hierarquia. Nos Sínodos da nossa
IECLB, por exemplo, se diz que não há “diferença” entre as pessoas chamadas ao
Ministério Pastoral e às chamadas ao Ministério Catequético, Diaconal ou Missionário.
No entanto, somente Pastoras e Pastores podem sonhar com o título de Sinodal. Isto
está certo ou errado?...
Penso
que Deus meneia a cabeça ao perceber nossa ingenuidade. E daí, se este ou
aquele; se esta ou aquela ostenta mais poder? Será que Deus precisa articular
Seus pensamentos tal como nós o articulamos? Não! Deus não é mesquinho como
nós...
Jesus
e os Seus discípulos caminhavam para Jerusalém. Jesus sabe que vai ser
crucificado e, enquanto reflete esta questão, os discípulos se preocupam com a
tal da “hierarquia” que poderão desfrutar no Reino de Deus. Eles perguntam: -
Jesus! Diga-nos, por favor... Quem de nós será maior no Teu Reino?...
O
povo das cercanias de Jerusalém se acercava mais e mais de Jesus. As pessoas
que O procuravam eram gente sem esperança; gente que não tinha nada a perder. Junto
com o povaréu também vinham crianças pobres, mal vestidas, sujas e, quem sabe,
com um nariz por limpar. Elas estavam ali porque tinham fugido dos seus
proprietários.
Naquela
época os judeus eram tão pobres que precisavam vender suas filhas e seus filhos
para poderem pagar dívidas. Assim, na casa dos seus senhores, estas crianças
tinham a incumbência de lavar os pés dos visitantes que, geralmente, estavam
sujos de poeira. Era uma “gentinha” que não tinha futuro, mas mesmo assim
ostentava esperança no olhar, tal como as nossas crianças de rua ostentam.
Foi
uma criança deste tipo que Jesus “hierarquizou”. Pegando-a nos braços Ele
disse: - Se vocês não mudarem o rumo de suas vidas e não se igualarem a esta
criança, então vocês não terão a mínima chance de experimentar o Reino de Deus.
Essa Palavra deve ter causado um “choque” nos discípulos. A tal “criança
hierarquizada” não tinha a mínima condição de almejar “crescimento” na
sociedade e, em vista disso, os discípulos devem ter reagido mais ou menos
assim: - Mas qual é!...
Certamente
aquela Palavra de Jesus os fez refletir sobre a vida. Uma criança não escolhe
as suas companhias; sempre precisa de alguém que lhe alcance o alimento, a
bebida e a vestimenta. As crianças são dependentes e, por isso mesmo, receptivas.
Elas esperam tudo de nós. Quer dizer, observar o caráter de uma criança e
segui-la como modelo era preciso para vivenciar o Reino de Deus. Então, para
que se desgastar tanto com a busca de “status”? Basta sermos as crianças e
esperarmos de Deus, tal como elas esperaram de sua mãe e de seu pai.
O ano
de 2013 já é à meia noite. Apresentemo-nos a Deus com nossas mãos vazias.
Oremos; imploremos; escutemos Deus pela manhã, ao meio dia e à noite. Digam-Lhe:
- Pai! Preciso da Tua ajuda!... Ele nos ajudará e os nossos olhos brilharão
como brilham os olhos de uma criança. A partir daí as perceberemos nossas experiências
como milagres e os caminhos que trilharmos nos conduzirão às pessoas que se
encontram ao nosso lado. Ei pessoal! Nós podemos experimentar Comunidade no
café, no almoço e no jantar que tomamos em comunhão; na Santa Ceia; no aperto
de mão que o pessoal responsável pela acolhida nos dá; nos diálogos que
acontecem aqui e acolá. Então, nada de profissionalismo ou perfeccionismo, mas de
alegria pelo fato de estarmos juntos - é isso o que vale.
Conclusão
Querida
Comunidade! Jesus diz que “quem aceitar uma criança em Seu nome, também O
recebe como Deus”. Tomem nota disso: Nós continuamos sendo os braços estendidos
de Deus aqui neste mundo. Com a história de Mateus 18.1-5 Jesus quer
desviar nossos olhos do céu, esse assunto já está decidido para quem se pauta em
Deus. Jesus nos faz perceber as necessidades deste mundo quando diz: - Cuidem
das pessoas pequeninas; daquelas que não valem nada para a sociedade; daquelas
que não tem a capacidade de se manter de pé; daquelas que se parecem com
crianças... Estas “pessoas menores” que passeiam pelo mundo, precisam do nosso
amor. Cada uma, cada um de nós conhece gente assim na sua própria casa. Amém!
P. Renato Luz
Becker
Itoupava Central –
Blumenau (SC)
31 de dezembro de
2012 – 18h
Futuro Garantido?
Introdução
Faz pouco, nós lemos o texto de Lucas 21.25-36. Daquele texto quero destacar o verso 28: Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima...
E quanto às Catástrofes?
Era hora do almoço. As crianças estavam saindo da escola. Uma delas veio correndo ao encontro de sua mãe, jogou-se em seus braços e, quase sem respirar, começou a repartir suas experiências em sala de aula: - “Mãe! Hoje fizemos uma aposta. Qual o primeiro mal que vai matar a vida na face da terra: a destruição das florestas, o buraco de ozônio, o efeito estufa, ou uma guerra nuclear...” – “Que é isso filho? - interrompeu a mãe – Sobre problemas desta ordem não se pode fazer apostas! Isso não é brincadeira, é algo muito sério.”
Gente querida! Será que aquelas crianças não estavam certas? Será que todas, todos nós não devemos nos perguntar qual destas catástrofes nos sobrevirão primeiro? Que coisa boa que nós, cristãs e cristãos, temos alguma informação sobre o que se sucederá no futuro. A Bíblia diz que o nosso Salvador virá antes que estas catástrofes aconteçam. Sim, o conhecimento que temos a respeito dos grandes problemas que mexem com o mundo nos estimulam a repensarmos a nossa vida. Jesus Cristo veio plantar plantinhas de esperança entre nós e, assim, nos dar alento no sentido de debatermos a respeito da vida que levamos; das dificuldades que enfrentamos. Agindo assim, não nos deixaremos levar no vento das previsões catastróficas, mas continuaremos a ser vigilantes como Ele nos pediu que fossemos.
Conclusão
Concordo que não é fácil refletirmos sobre a totalidade dos terríveis aspectos que rondam as nossas cabeças. Não é por nada que Jesus nos desafiou a “abrirmos os nossos olhos”; a “levantarmos as nossas cabeças” e a prestarmos atenção no desenrolar dos fatos. Nossas mentes devem estar livres para captar as mensagens de esperança que Deus nos dá. Então! Não olhem para baixo; não enfiem suas cabeças na areia, mas levantem seus olhares. Cristãs e cristãos agem assim como lhes estou sugerindo. Nós não podemos apenas dar sequência à nossa vida, baseados nas experiências do passado. Devemos, isto sim, enfrentar os problemas que nos assolam, com base na sabedoria que Deus nos dá de graça. A força e o poder para lidarmos com os problemas que nos cercam, a partir de olhos que veem, são oriundos da atitude que brota de um coração crente. É o Senhor Jesus Cristo que nos presenteia com a salvação, esta força que nos impele a escrever a história, a deixar de sofrê-la. Amém!
P. Renato Luiz Becker
Itoupava Central – SC
02 de dezembro de 2012
Quando será o fim dos tempos?
Marcos 13.1-8
Introdução
Os discípulos estão boquiabertos, estupefatos diante da grandiosa construção, das enormes paredes do Templo de Jerusalém. Se eles portassem máquinas fotográficas, certamente documentariam aquele momento glorioso! Jesus percebe que aquele grupo que Ele mesmo escolheu a dedo para fazer discipulado se comporta como se a eternidade já tivesse começado!
Transitoriedade
Não! A eternidade ainda está por vir e é por isso que Jesus, de forma muito centrada, finca um alfinete no balão dos sonhos que os discípulos estão sonhando. Ele lhes deixa claro que daquela construção “não ficará pedra sobre pedra”; que toda aquela obra que eles veem diante dos olhos é transitória; é passageira.
Os discípulos ficam intrigados e perguntam: - Mas Mestre, então, quando é que vai acontecer o fim dos tempos? Jesus lhes diz que não devem se preocupar com a data do Dia do Juízo Final, mas com o fato de que precisam permanecer firmes na fé até que aquele dia aconteça. Com esta fala Jesus prepara os Seus discípulos para o enfrentamento dos dias difíceis que ainda estão por vir. Que tempos são esses?
São os tempos de sedução quando Satanás (o sedutor do paraíso) espalhará sua malícia entre as pessoas; quando Satanás (a velha serpente) enviar seus “falsos cristos” que, aqui e ali, proclamarão “pseudo-verdades” com o objetivo de encaminhar as pessoas desavisadas para longe do Salvador que é Cristo, o Senhor. São os tempos de guerras e de incitamento para esta ou aquela filosofia de vida estranhas à fé cristã. Tempos de terremotos e de fome que vão indicar a proximidade do fim.
Em resumo, tal como as dores da mulher parturiente apontam para o nascimento da criança que está no seu útero, assim também estes processos dolorosos deixarão claro que “o momento novo” da nova mulher e do novo homem se aproxima.
Conclusão
Quando falamos a respeito do “fim dos tempos”, muitas vezes passa pela nossa cabeça a ideia de que tudo acabará!” Essa compreensão não é bíblica. O “fim”, na Palavra de Deus, deve ser entendido como o momento da “perfeição”; do “toque final”; da “cereja no bolo”. Daí que é essencial focarmos a nossa vida, sempre tão curta, em Jesus Cristo. Quem assim o fizer, estará promovendo sentido à sua vida.
Oração: Ó Deus onipotente, Pai nosso! Na Tua mão não está apenas o nosso tempo, mas todo o mundo. Ajuda-nos a confiar no fato de que Tu podes nos conduzir por dentro dos tempos difíceis que ainda hão de ser verdade na nossa vida. Guarda-nos de cairmos nas mais variadas tentações que pululam por aí. Segura nossa mão com Tua mão forte e promove-nos a graça de podermos olhar para o horizonte; para lá onde a Tua obra será consumada. Amém!
P. Renato Luiz Becker
Itoupava Central – SC
18 de novembro de 2012
Livres de Culpa!
Filipenses 1.3-11
Introdução
O apóstolo Paulo se caracterizou por ser uma pessoa muito amorosa. Quem lê a Carta aos Filipenses logo percebe que ele amava por demais aquela Comunidade. Onde se percebe este fato? Simples de se contatar: Paulo ora pelos filipenses. Sim, quem ora a Deus, quem intercede a Deus pela pessoa que está ao lado, demonstra gratidão; amor. Aqui proponho a leitura de Filipenses 1.3-11...
Experimentar Alegria
Paulo ora para que a Comunidade dos Filipenses experimente o crescimento no amor que analisa tudo e que, depois, reconhece o que é melhor. Vamos entender isso!...
Eu imagino que muitas, que muitos de vocês aqui presentes, em algum momento da sua história na Itoupava Central, já se alegraram com esta Comunidade. Estou certo?... Que tipo de alegria vocês sentiram?... Eu não estou me referindo àquela alegria que brota dentro do peito quando se alcança um objetivo. Eu não estou pensando naquela alegria que nos visita quando algum dos nossos projetos comunitários dá certo. Eu estou pensando, isto sim, na alegria que “faz casa” em nós quando percebemos as pessoas que fazem parte da nossa Comunidade; quando nos damos conta que estas mesmas pessoas estão tentando seguir as pegadas de Jesus, em conjunto.
Pois é justamente esta alegria que move o apóstolo. Paulo sente uma alegria misturada com gratidão quando pensa nos filipenses. Trata-se da alegria que resulta da obra de Deus acontecendo na Comunidade.
Quer dizer, a visão de Paulo não se limita apenas à verificação do que aconteceu no passado. Paulo também não se fixa na constatação dos bons momentos que acontecem no presente. Pulo direciona o seu olhar, cheio de esperança, para o horizonte. É desse jeito que Paulo ora a Deus. Ele pede a Deus que Jesus Cristo, no dia da Sua Segunda Vinda, encontre a Igreja de Filipos pronta para viver o Momento Novo, o momento do Novo Céu e da Nova Terra. Quando é que uma Comunidade se mostra pronta para receber o Ressurreto? Ela se mostra pronta quando vive e age no amor. Paulo ora para que a Comunidade dos Filipenses cresça no amor, neste Amor que não amadurece, mas que sempre está em fase de amadurecimento...
Conclusão
Deus espera que a nossa Comunidade viva Amor Arraigado; Amor que saiba distinguir entre o que é importante e o que é desimportante; que quer o bem de quem se mostra próximo. É este o Amor que Deus sonha para a nossa Comunidade: Nada de buscar o prazer e ou o lucro na relação com o outro, mas testar tudo e, depois, decidir-se por aquilo que é o melhor para a Comunidade. Já pensaram se alguém de nós se levantasse e dissesse: Vou articular uma lista de pessoas pela quais poderemos orar diariamente. Ou: Vou criar um quadro onde todos os profissionais da nossa Comunidade poderão se expor gratuitamente... São tantas as possibilidades de se “sonorizar” o amor...
Oração
Senhor, às vezes me passa pela cabeça que é difícil olhar para o horizonte com o objetivo de melhor focar os outros. Ajuda-nos a perceber as outras pessoas como gente que são e não como se fossem apenas árvores. Dá que possamos escrever no nosso coração e nosso cérebro que não estamos neste mundo exclusivamente para nós; que possamos repassar o Amor do qual vivemos aos outros que vem até nós. Amém!
P. Renato Luiz Becker
Dia 04 de novembro de 2012
Itoupava Central (SC)
Livres de Culpa!
Introdução
O apóstolo Paulo se caracterizou por ser uma pessoa muito amorosa. Quem lê a Carta aos Filipenses logo percebe que ele amava por demais aquela Comunidade. Onde se percebe este fato? Simples de se contatar: Paulo ora pelos filipenses. Sim, quem ora a Deus, quem intercede a Deus pela pessoa que está ao lado, demonstra gratidão; amor. Aqui proponho a leitura de Filipenses 1.3-11...
Experimentar Alegria
Paulo ora para que a Comunidade dos Filipenses experimente o crescimento no amor que analisa tudo e que, depois, reconhece o que é melhor. Vamos entender isso!...
Eu imagino que muitas, que muitos de vocês aqui presentes, em algum momento da sua história na Itoupava Central, já se alegraram com esta Comunidade. Estou certo?... Que tipo de alegria vocês sentiram?... Eu não estou me referindo àquela alegria que brota dentro do peito quando se alcança um objetivo. Eu não estou pensando naquela alegria que nos visita quando algum dos nossos projetos comunitários dá certo. Eu estou pensando, isto sim, na alegria que “faz casa” em nós quando percebemos as pessoas que fazem parte da nossa Comunidade; quando nos damos conta que estas mesmas pessoas estão tentando seguir as pegadas de Jesus, em conjunto.
Pois é justamente esta alegria que move o apóstolo. Paulo sente uma alegria misturada com gratidão quando pensa nos filipenses. Trata-se da alegria que resulta da obra de Deus acontecendo na Comunidade.
Quer dizer, a visão de Paulo não se limita apenas à verificação do que aconteceu no passado. Paulo também não se fixa na constatação dos bons momentos que acontecem no presente. Pulo direciona o seu olhar, cheio de esperança, para o horizonte. É desse jeito que Paulo ora a Deus. Ele pede a Deus que Jesus Cristo, no dia da Sua Segunda Vinda, encontre a Igreja de Filipos pronta para viver o Momento Novo, o momento do Novo Céu e da Nova Terra. Quando é que uma Comunidade se mostra pronta para receber o Ressurreto? Ela se mostra pronta quando vive e age no amor. Paulo ora para que a Comunidade dos Filipenses cresça no amor, neste Amor que não amadurece, mas que sempre está em fase de amadurecimento...
Conclusão
Deus espera que a nossa Comunidade viva Amor Arraigado; Amor que saiba distinguir entre o que é importante e o que é desimportante; que quer o bem de quem se mostra próximo. É este o Amor que Deus sonha para a nossa Comunidade: Nada de buscar o prazer e ou o lucro na relação com o outro, mas testar tudo e, depois, decidir-se por aquilo que é o melhor para a Comunidade. Já pensaram se alguém de nós se levantasse e dissesse: Vou articular uma lista de pessoas pela quais poderemos orar diariamente. Ou: Vou criar um quadro onde todos os profissionais da nossa Comunidade poderão se expor gratuitamente... São tantas as possibilidades de se “sonorizar” o amor...
Oração
Senhor, às vezes me passa pela cabeça que é difícil olhar para o horizonte com o objetivo de melhor focar os outros. Ajuda-nos a perceber as outras pessoas como gente que são e não como se fossem apenas árvores. Dá que possamos escrever no nosso coração e nosso cérebro que não estamos neste mundo exclusivamente para nós; que possamos repassar o Amor do qual vivemos aos outros que vem até nós. Amém!
Pregação para Culto do Dia da Reforma
Itoupava Central, 31.10.2012 – 20h
Prezada Comunidade, hoje celebramos 495 anos da Reforma. Comemorar o Dia da Reforma é destacar o testemunho e os ensinamentos de Lutero para nós hoje.
Primeiro:
Lutero não é o fundador da nossa igreja. A pedra fundamental da Igreja é uma só: Jesus Cristo. Lutero foi o líder de um movimento que pretendia mudanças na Igreja da época.
Em Wittenberg, onde era professor e pregador, Lutero deparou-se com uma situação que julgou merecer a atenção das pessoas cristãs. Por isso escreveu 95 Teses e as afixou na porta da igreja do castelo de Wittenberg, em 31 de outubro de 1517, com um convite aberto ao debate sobre elas.
Pois, na abertura de suas teses, Lutero afirmava: "Por amor à verdade e no empenho de elucidá-la, discutir-se-á o seguinte em Wittenberg, sob a presidência do reverendo padre Martinho Lutero, mestre de Artes e de Santa Teologia e professor catedrático desta última, naquela localidade. Por esta razão, ele solicita que os que não puderem estar presentes e debater conosco oralmente o façam por escrito, mesmo que ausentes. Em nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém."
O assunto das indulgências, que constava nessas teses, preocupou Lutero. As pessoas já não levavam mais a sério a necessidade do arrependimento e buscavam um atalho para alcançar o perdão de Deus.
Ensinava-se, pois, que para alcançar a salvação era preciso que a pessoa tivesse méritos perante Deus. Cristo e todos os santos tinham acumulado méritos por suas boas obras. Esses méritos formavam o tesouro da Igreja, o qual era administrado por ela para a salvação dos fiéis.
Diante disso, numa de suas 95 teses, Lutero declarou que “o verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.” (62). E noutra tese ele disse: “Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo” (94), pois, “ao dizer ‘Fazei penitência’, etc. [Mt. 4.17], nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.” (01).
Quer dizer, arrependimento, conversão sincera, o constante voltar-se para Deus. Como diz o Senhor através de Ezequiel: “14 Se eu avisar um homem mau, ...e se ele parar de pecar e fizer o que é bom e correto — 15 por exemplo, se devolver o objeto que lhe deram como garantia de pagamento de uma dívida ou se devolver o que roubou — se ele parar de pecar e seguir as leis que dão vida, ele não morrerá, mas viverá. 16 Eu perdoarei os pecados que cometeu. Ele viverá porque fez o que é bom e correto.” (Ezequiel 33.14-16)
Em 1518, Lutero foi considerado herege pela Igreja e, em 1521, a bula papal de Leão X "Decet Romanum Pontificem" determinava a sua excomunhão.
Em abril de 1521, após ter sido excomungado, Lutero foi convocado à cidade de Worms, onde, diante de uma assembleia de nobres e príncipes que governavam com o imperador, deveria retratar-se dos seus ensinamentos.
Lutero, então, pediu que se apontassem os seus erros, com base nas Sagradas Escrituras, para que se retratasse. Como ninguém o fez, o resultado foi que Lutero perdeu os seus direitos de cidadão.
Depois disso, Lutero foi exilado no Castelo de Wartburg, em Eisenach, onde permaneceu por cerca de um ano. Durante esse período, trabalhou na sua tradução da Bíblia para o alemão, publicando o Novo Testamento em setembro de 1522.
Lutero traduziu a Bíblia para o alemão, pois não podia conceber vida cristã sem leitura bíblica. Ele voltou para Wittenberg quando soube que alguns entusiastas pretendiam impor a reforma com outros meios que não unicamente o anúncio da palavra de Deus.
Lutero estava convencido de que a palavra de Deus traz reforma, como ele mesmo experimentou quando, no estudo da Bíblia, fez a descoberta que modificou sua vida. Esta descoberta tomou conta dele de tal maneira que já não podia agir como se nada tivesse acontecido.
Segundo:
Naquele tempo, havia a preocupação pela salvação. Perguntava-se: Como alcançarei a salvação? Ou, o que posso fazer para me tornar justo perante Deus? No Evangelho de Marcos, Jesus também foi interpelado por um homem com esta pergunta: “Bom Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna?” (Marcos 10.17)
Esta pergunta existencial levou Lutero a desistir da Faculdade de Direito para tornar-se monge. No mosteiro dos Eremitas Agostinianos, ele seguia todas as normas que lhe eram ensinadas. Em tudo ele procurava merecer a salvação, mas nunca sabia ao certo se já tinha feito o suficiente.
A descoberta libertadora para Lutero foi que não é preciso fazer algo, pois, em Jesus Cristo, Deus mesmo nos faz justos e salvos. É pela fé na obra de Cristo em nosso favor que podemos ter paz em nossos corações. Não é por nosso merecimento, nem por nossas obras, nem por nossa piedade que Deus nos reconcilia consigo e nos dá paz, mas porque ele nos ama.
Deus vem ao nosso encontro e desse encontro com ele brota alegria e novo sentido para a vida. Nós somos os alvos do amor de Deus. Por isso, podemos nos achegar a ele. Em Jesus Cristo, Deus procura quem está longe e traz para perto de si. Ele trabalha pela nossa salvação.
Quando confiamos na obra que Jesus Cristo realizou em favor de nós, saímos de nosso egoísmo e nossos preconceitos são vencidos. Então, plantamos esperança e agimos com retidão, ajudamos corporal e espiritualmente as pessoas, o nosso próximo.
Terceiro:
Lutero impulsionou um grande movimento de leitura e interpretação da Bíblia. Ele conseguiu mostrar à Igreja de Cristo que estava na hora de "voltar a Jesus".
E nisso a Escritura é central para a comunidade cristã; é dela que a comunidade deve se alimentar e é nela que deve basear as suas ações.
Com isso chegamos ao texto bíblico previsto para ser anunciado neste dia – Jeremias 31.31-34:
31 O SENHOR Deus diz: — Está chegando o tempo em que farei uma nova aliança com o povo de Israel e com o povo de Judá. 32 Essa aliança não será como aquela que eu fiz com os antepassados deles no dia em que os peguei pela mão e os tirei da terra do Egito. Embora eu fosse o Deus deles, eles quebraram a minha aliança. Sou eu, o SENHOR, quem está falando. 33 Quando esse tempo chegar, farei com o povo de Israel esta aliança: eu porei a minha lei na mente deles e no coração deles a escreverei; eu serei o Deus deles, e eles serão o meu povo. Sou eu, o SENHOR, quem está falando. 34 Ninguém vai precisar ensinar o seu patrício nem o seu parente, dizendo: “Procure conhecer a Deus, o SENHOR.” Porque todos me conhecerão, tanto as pessoas mais importantes como as mais humildes. Pois eu perdoarei os seus pecados e nunca mais lembrarei das suas maldades. Eu, o SENHOR, estou falando.
Como vemos e ouvimos, Deus corrigiu os erros do povo de Israel; perdoou-lhe os pecados e o colocou sempre de novo no caminho certo.
No caminho através do deserto em direção à terra prometida, no monte Sinai, Deus revelou-lhe as leis que deviam reger a vida do povo, os dez mandamentos.
Contudo, a aliança que Deus fez com o seu povo, o povo de Israel, foi desrespeitada, foi quebrada pela desobediência do povo. Israel abandonou a aliança, e por isso a cidade de Jerusalém foi destruída, e todos os moradores importantes foram levados presos para a Babilônia.
O povo abandonou Deus e a lei, mas Deus não abandonou o povo. O amor de Deus pelo seu povo não terminou, ele manda o profeta Jeremias anunciar que virá o tempo em que fará uma nova aliança com o povo.
E esta nova aliança será diferente daquela primeira que Deus fez quando tirou o povo da escravidão do Egito; e lá no deserto, no monte Sinai, lhe deu os mandamentos talhados em duas tábuas de pedra. Desta vez Deus vai colocar a sua lei na mente das pessoas e também vai escreve-lá no coração das pessoas. Assim ele será o seu Deus e as pessoas serão o seu povo.
E não será mais necessário lembrar as pessoas constantemente: “Procure conhecer a Deus, o SENHOR.” Porque todos vão conhecer a Deus, tanto as pessoas mais importantes como as mais humildes. E Deus perdoará os seus pecados e nunca mais se lembrará das maldades das pessoas.
Como cristãos estamos vivendo na Nova Aliança, no tempo da salvação anunciado por Jeremias. Contudo, é preciso ouvir o Evangelho, para que ele entre e se fixe na minha mente e esteja escrito no meu coração. E para ouvir preciso ir para o lugar, onde o Evangelho é anunciado, para a igreja, a comunidade reunida, para o culto.
É preciso mastigar a palavra de Deus, como acontece na Santa Ceia. É preciso remoê-la no diálogo com outras pessoas, irmãs e irmãos, até que ela se sedimente no meu coração e se torne parte da minha natureza, da minha existência.
É dessa maneira que Deus faz com que as pessoas sejam “novas criaturas”, quando vivem da palavra, unidas a Cristo Jesus.
Nas palavras do próprio Lutero: "A fé é uma obra divina em nós, que nos transforma e nos faz nascer de novo de Deus (Jo 1.13) e mata o velho Adão, faz pessoas completamente diferentes no coração, no ânimo, na mente e em todas as nossas forças, e traz o Espírito Santo consigo. Ah, a fé é uma coisa viva, diligente e ativa em nós, de maneira que é impossível deixar de fazer continuamente boas obras. Também não pergunta, se há boas obras a fazer, pois antes de perguntar já as fez e está sempre fazendo. Mas quem não faz estas obras, é uma pessoa sem fé, que tateia e anda em volta à procura da fé e das boas obras e não sabe o que é fé, nem o que são boas obras. Mesmo assim ela faz muita conversa fiada sobre fé e boas obras".
Enfim, se eu não me coloco sob a pregação da palavra de Deus, se não me dedico ao estudo da Bíblia, se não medito sobre ela nas reuniões da comunidade, a transformação, a reforma, que Deus quer operar em mim fica a meio caminho e perde a força.
É a Bíblia que Deus usa como instrumento para nos conduzir à sua graça, isto é, à compreensão de que a salvação não é mérito humano, mas presente divino, dado por meio de Cristo e recebido pela fé.
Por isso, ser uma pessoa cristã, não é uma conquista, é um processo, uma caminhada. É como Lutero afirma: "Em resumo, deve-se sempre progredir e crescer e não se pode parar e dormir tranquilo. Como diz o apóstolo Paulo: ‘O nosso velho homem exterior deve deteriorar-se, mas o interior ser renovado dia a dia’."
Portanto, que Deus nos abençoe e nos sustente na caminhada, inscrevendo a sua palavra em nossa mente e no nosso coração. Amém.
P. Mauri Schlösser
Dia 31 de outubro de 2012
Culto Reforma Luterana
Itoupava Central (SC)
A Boa tarefa!
Introdução
Vocês prestaram atenção no texto de João 4.34-38. Do texto lido, quero destacar o versículo 35 onde se lê: “Abram os olhos e vejam os campos! Eles estão maduros para a colheita.” Notem que o “olhar” de Jesus se abre para o horizonte. Percebam que ele ampliou sua “visão”. Seu “foco” está aberto...
Comida Excelente
Os discípulos tinham acabado de retornar das compras. Mas daí então eles ficam surpresos com o fato de que Jesus está conversando com uma mulher estrangeira. Um judeu não podia fazer isso. A mulher aproveita a deixa e corre para a aldeia, com o objetivo de informar seus amigos sobre o encontro que ela teve com o tal sujeito que se dizia Deus. Os moradores da vila não pensam duas vezes. Botam o pé na estrada para conhecer Jesus. Minha avó, meu padrinho Donaldo, jovens da JE fizeram o mesmo comigo...
Toda esta situação se abre para um diálogo entre Jesus e os seus discípulos... Os discípulos sugerem que Jesus coma alguma coisa; que se alimente com um pedaço do pão caseiro que acabaram de comprar na cidade, mas Ele rejeita o alimento. Sua fome não é de comida física, mas de fazer a vontade de Deus. Ele diz que a Sua vida só pode saciada com o cumprimento da tarefa que Deus, Seu Pai, lhe confiou, ou seja: a salvação ao mundo. No momento em que os samaritanos foram se chegando para perto Dele, tem início o Seu “trabalho”; a “obra” para a qual Deus o convocou: fazer missão entre os povos.
Com esta imagem da safra que já iniciou; dos grãos que já estão maduros para a colheita, Jesus anuncia o início da Sua missão. Ele disse que o Seus discípulos colherão estes frutos e que isso seria assim até o fim dos tempos. É agora que começa a “grande obra”; o “trabalho da missão” que continuará também depois da ressurreição de Jesus. É esse o nosso projeto aqui em Itoupava...
Conclusão
A “missão de Jesus” é a nossa missão: um processo contínuo de se passar adiante a “boa notícia” da salvação que Deus nos oferece de graça. Nós também podemos levar o amor de Deus adiante, ultrapassar
fronteiras e falar; viver o amor de Deus em todos os cantos e recantos da terra. Todas, todos aqui presentes fazemos parte da IECLB. Somos luteranas, luteranos. Temos o nosso jeito de ser, a nossa proposta para levar a Palavra de Deus adiante e, com ela, colorir o mundo em que vivemos. Se ficarmos envolvidos conosco mesmos, vamos encarunchar, vamos perder a energia da vida tal e qual o grão de trigo que não é enterrado na terra.
Oração
Senhor, faz de nós mensageiros do Teu amor; que possamos ultrapassar todos os obstáculos e todos os limites neste “Projeto” do Teu amor.
Amém.
P. Renato Luiz Becker
Dia 27 de outubro de 2012
Culto de Confirmação
Itoupava Central (SC)
Casamento e Divórcio
Marcos 10.2-12
Introdução
Querida
Comunidade! Vamos falar de casamento e divórcio. Outro dia li numa revista que
“a fidelidade não está para a natureza humana”. Ora, então carros, casas,
aviões e concertos musicais também não estão! No mundo é assim que tanto as relações
de monogamia como as de poligamia são protegidas por rituais e mandamentos. Numa
relação de poligamia, por exemplo, a primeira mulher sempre tem papel de
destaque. Isso mesmo! É sua tarefa ajudar na escolha da segunda e da terceira
esposa. Toda esta regulamentação visa à promoção da boa convivência entre homem
e mulher; a proteção dos descendentes desta união. Aqui o papel do amor é
secundário. Sim, é bom quando amor está implantado no matrimônio, mas também há
relacionamentos matrimoniais sem esse ingrediente.
A Relação a
Dois
No cristianismo, o casamento é uma união baseada no amor.
O amor
pode contribuir para uma vida matrimonial repleta de sentido. Nas culturas onde
não se valoriza o amor não é assim, pois os casais ficam mais suscetíveis aos seus
problemas. O amor acontece lá onde há a doação mútua dos corações. Este amor ninguém
é capaz de construir com as próprias mãos. Foi Jesus mesmo quem disse que não
éramos capazes de fazê-lo por causa da dureza dos nossos corações. A Bíblia sugere
às pessoas que querem assumir compromisso matrimonial que confiem em Deus. Sim,
porque é Deus quem forja o amor na vida das pessoas. Até ouso dizer que a falta
da bênção de Deus na vida de uma mulher e de um homem é perspectiva eminente de
dificuldades.
A vida matrimonial harmoniosa é uma promessa para
matrimônios cristãos. Muitas vezes, no entanto, esta harmonia não se torna
realidade, mesmo que se tenha colocado a relação a dois sobre o altar de Deus.
Há muitas razões por que os casamentos fracassam. Entendo que a culpa
pela separação nunca esteja “grudada” em uma das pessoas da relação. Então, a
quem culpar se a relação matrimonial fica cada vez mais complicada? Eu culparia
a vida moderna que levamos; esse nosso modo de vida que nos impulsiona para longe
dos propósitos que Deus pensou para vivermos.
A mulher
e o homem sempre trabalharam para sustentar sua família. Apenas um pequeno
segmento da classe burguesa do século 19 podia se dar ao luxo de manter a
mulher longe da faina diária. Antigamente os casais heterossexuais trabalhavam
na roça; nos comércios; nos seus empregos. Quem atendia as crianças eram as
avós. Hoje o trabalho atrapalha a vida familiar da mulher e do homem. Isso é
assim porque marido e mulher trabalham em empresas diferentes e têm problemas diversos
para resolver. Assim, um não toma conhecimento do problema do outro. Daí então,
à noite, quando chegam a casa, carecem de bom tempo e de boa dose de energia
para viver a vida em comum que se prometeram diante do altar. Tempo e energia
que, muitas vezes, os dois não têm mais força para se doar mutuamente. Soma-se
a isso que a avó mora longe e, mesmo que esteja disposta, não vai poder tomar
conta das crianças. Assim, não é de se admirar que, sob estas condições, os
matrimônios comecem a ficar cada vez mais frágeis.
O
matrimônio é um projeto do amor de Deus para a mulher e para o homem. Este empreendimento
pode ser mais bem gerenciado quando os objetivos da parceira e do parceiro se
mostram próximos. O amor sempre pode superar diferenças. O testemunho bíblico e
a prédica de Jesus nos deixam claro que só o amor pode dar sentido à vida e ao
mundo; que só o amor pode oportunizar a convivência da mulher e do homem; que
só o amor pode animar a mulher e o homem a promover mais vida – o objetivo para
o qual foram criados. Sim, nós só nos desenvolveremos quando, alicerçados no
amor de Deus, vivermos a comunhão íntima.
O amor é um objetivo a ser buscado com luta e esmero.
Infelizmente a maioria das pessoas só entende o amor como romântico. Essa concepção
dificulta a vida matrimonial. Jesus quer nos proteger da experiência do divórcio. Ele
diz: “O que Deus uniu não separe o homem.” Gente querida! Nós vivemos o tempo
em que o prestígio de uma pessoa se mostra no sucesso, daí então se evita dar
atenção às nossas falhas. A verdade é que, de repente, todas, todos nós vamos ter
que passar por experiências complicadas, tanto no matrimônio como em outras
áreas da vida. Humanamente falando daria para se dizer que o próprio Jesus
falhou no Seu intento de nos aproximar de Deus, quando morreu na cruz. Nós
somos pessoas fracassadas em todos os sentidos, mas que bom: Deus nos presenteou
nova vida a partir da cruz de Jesus Cristo. É aqui que se baseia a nossa fé em
Deus, Pai, Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra. Eis o amor que, apesar das
falhas, sempre de novo nos encaminha à vida abundante; ao novo começo – apesar da
realidade da morte.
Conclusão
Animemo-nos. Podemos e devemos confiar em nós mesmos; no
amor que dá sentido às nossas vidas – mesmo que experimentemos fracasso. Na
Carta de João está escrito que Deus é amor; que Deus quer nos encaminhar à vida
– não importa a profundidade que mergulhamos nas águas do fracasso; que Deus se coloca ao lado
das pessoas que se sentem perdidas; que Deus nos ajuda a encontrar o caminho
que leva a uma vida com sentido. Como foi mesmo que Jesus se dirigiu à mulher
apanhada em adultério? Ele disse: “Eu também não te condeno. Vai e não peques
mais.” Nós pregamos este Deus que perdoa nossos pecados; que cura todas nossas
enfermidades; que nos coroa com graça e misericórdia (Salmo 103).
Oração: Obrigado Deus pelos nossos matrimônios.
Desperta o amor nos casais que estão passando por problemas de relacionamento.
Amém!
P. Renato Luiz Becker
Dia 07 de outubro de 2012
Itoupava Central
(SC)
Louvar
e Orar
Introdução
Querida Comunidade! Creio que ninguém de vocês conheça o
verbo “quartear”. No interior do Rio Grande do Sul é assim que, à noite, ao
término da lida campeira, a peonada se reúne no galpão para tomar chimarrão;
contar causos; cantar hinos; sonhar perspectivas para o dia seguinte. Isso é
“quartear”. Foi dos meus tempos de gaúcho que guardei um pequeno refrão: - “Tendo o sol como galpão, e o pôr do sol como
braseiro, ficam eles quarteando, lindos sonhos companheiro!” É isso que pretendo
fazer aqui, agora e nos próximos anos: - Sonhar um “momento novo”, junto com
todas, com todos vocês... É desta forma que inicio esta prédica, afirmando que
um hino de louvor se assemelha muito a uma oração; que, tanto o diálogo com
Deus como o louvor ao Criador, são fatores importantíssimos para a boa saúde de
uma Comunidade Cristã. Estou pensando assim, este tempo de ministério que vou
desenvolver aqui nesta Comunidade do SVI.
O texto de Tiago 5.13-16 diz o seguinte:
5.13
- Se algum de vocês está sofrendo, ore. Se alguém está contente, cante hinos de
agradecimento. 5.14 - Se algum de vocês estiver doente, que chame os
presbíteros da igreja, para que façam oração e ponham azeite na cabeça dessa
pessoa em nome do Senhor. 5.15 - Essa oração, feita com fé, salvará a
pessoa doente. O Senhor lhe dará saúde e perdoará os pecados que tiver
cometido. 5.16 - Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e
façam oração uns pelos outros, para que vocês sejam curados. A oração de uma
pessoa obediente a Deus tem muito poder.
Orar e Louvar
Tiago nos desafia a cantarmos e a orarmos. Quando oramos
ou quando entoamos hinos, temos a impressão de que um “campo de força” nos
envolve. Nessa hora os nossos sentimentos “dançam” com as notas musicais; os nossos
pensamentos se alinham com os pensamentos das nossas irmãs e dos nossos irmãos;
a mensagem dos nossos corpos repercute nos corpos dos outros e a Comunidade se
faz uma com Deus.
Quem ousa cantar e orar dá espaço para a esperança; experimenta
fortalecimento da fé e do corpo. Foi por isso que Martin Luther enfatizou
a música na Liturgia. Não é o pastor que celebra o Culto, mas a Comunidade que
se relaciona com Deus em frente ao altar. Cantar e orar - isso é tudo! O resto
é acessório. À prédica deve levar ao desejo da oração... A música tem a função
de abrir o coração das pessoas que se fazem presente... À leitura bíblica cabe abrir
o espaço à oração e ao agradecimento...
Sim, a oração e a música fazem bem e promovem ânimo a
quem ora e canta. “Está alguém contente, cante
hinos de agradecimento” – escreveu
Tiago. Quem canta sabe que a música energiza, revitaliza e traz felicidade à alma.
Noutras palavras: – Os sentimentos ruins podem e devem ser combatidos com hinos
cristãos!
Notem que não são apenas os efeitos psicológicos positivos dos hinos
cristãos que afetam a Comunidade Cristã. A música também promove relax, concentração,
disciplina e êxtase. Mais do que isso, ele forja a nossa inteligência; nos proporciona
perspectiva; induz ao crescimento daquela ou daquele que canta.
Deus presenteia perspectivas a quem ora. E é no momento da oração que
se recebe a força para o enfrentamento dos sofrimentos; da doença; da
compreensão de que os nossos pecados foram perdoados. Sim, Tiago está certo: – A oração de uma pessoa obediente a Deus tem muito
poder!” Quem são estas “pessoas obedientes”
que oram com poder; que oram com fé?... São as pessoas que, como tu e eu,
confiam em Deus; já experimentaram o perdão dos pecados.
Que fique bem claro: A oração feita com fé pode ser silenciosa,
alegre, exuberante e até estética. Isso mesmo! A oração orada com fé não
precisa ser carregada com emocionalidade. Deus ouve as nossas orações e
isso nos faz muito bem. Nossas mães e nossos pais na fé já testemunharam que a
oração e a música podem levantar; ajudar; acordar; salvar as pessoas do medo,
da tristeza e da morte.
Conclusão
Querida Comunidade! Deus já fez tudo para que tenhamos
contato com a realidade da ressurreição. Temos outra saída senão louvarmos a
Deus por este feito? O milagre da oração flui nas canções que cantamos. Os nossos hinos são
a expressão da vida que nós, os membros desta Comunidade, levamos diante de
Deus. Eu, no tempo que aqui estiver, quero cantar o amor, cuidar do bem da
Igreja que são vocês. Vai haver momentos em que também precisarei ser cuidado. Permitamos
que Deus interfira nas nossas histórias: “Tendo o sol como galpão, e o pôr do sol como
braseiro, ficaremos quarteando, lindos sonhos itoupeiros!” Amém.
P. Renato Luiz Becker
Dia 30 de setembro de 2012
Itoupava
Central (SC)
Concentrem-se nas Crianças!
Marcos
9.30-37
Introdução
Jesus, no Evangelho, nos informou
que as crianças devem estar no centro da roda. Aos discípulos cabia
observá-las; aprender e orientar-se a partir delas. Geralmente é o contrário
que acontece. Nós apresentamos os adultos às crianças como exemplos a serem
seguidos: - Façam como nós!... Sejam como nós!... Aprendam de nós que somos experientes…
Jesus não concorda com essa posição. Para Ele são os adultos que devem aprender
com as crianças e não as crianças como adultos. Em Mateus 18.3 se lê: “Se não
vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no
Reino dos Céus.”
Jesus e as Crianças
Jesus sempre tinha um bom
relacionamento com as crianças. Ele carregava-as nos braços e era carinhoso com
elas. Será que Ele estava certo quando nos chamou a atenção para nos
orientarmos nas crianças e não nos adultos?
Avaliemos o mundo que nos
rodeia… O que dita o rumo das pessoas não são os bens materiais? Tenho
percebido que, de um modo geral, o alvo maior das pessoas é possuir; lucrar; consumir;
divertir-se; vencer - custe o que custar, mesmo que para isso sejam necessários
os cotovêlos. Será que é isto mesmo o que queremos: que as nossas crianças
sejam cópias dos adultos que só prestam culto ao dinheiro? Será que isso mesmo
que desejamos às nossas crianças?
O fato é que as crianças se
mostram bem mais maduras do que nós, os adultos. Onde é que elas e mostram à
nossa frente? Simples: a criança é pequena e dependente da mãe e do pai; observa
os mais velhos; faz perguntas, pedidos e tem confiança neles. Enquanto elas se
relacionam com os adultos, sempre olham para cima. Pois é justamente isso que
temos que aprender com elas. Olhar para cima!
Porque sempre esta
tendência de querermos fazer coisas grandiosas; sempre olhar as outras pessoas
de cima para baixo? Aprendamos a ser pequenas, pequenos diante de Deus; a
esperar tudo de Deus, o nosso Pai do Céu. Foi exatamente isso que Jesus tentou
ensinar aos seus discípulos.
O Evangelho de hoje nos
informa que os discípulos estavam discutindo quem deles era o maior, o mais
importante na proposta de Jesus (Marcos 9.34). Eles não esperavam a resposta que
Jesus lhes deu: - A chave de entrada no Reino de Deus era ser como uma criança;
era olhar para cima; era ser dependente. Jesus foi ainda mais longe quando
disse que Quem recebe uma criança, seja ela esperada ou não, recebe Jesus
Cristo, recebe Deus na sua vida. (Mateus 9.37) Convenhamos… Trata-se de uma
promessa e tanto!
Outro dia li que o nosso
Brasil está repleto de crianças que nem chegaram a ver a luz do sol, porque não
foram esperadas; porque não cabiam nos planos dos adultos; porque eram crianças
com deficiência. Não dá para esconder que hoje, no Brasil, acontecem mais de 1
milhão os abortos por ano. Que coisa! Ações de nível tão sórdido não podem
trazer bênção para a nossa nação.
Sim, Jesus vem para a
pessoa que recebe uma criança, mesmo que ela não esteja nos planos. Jesus se
põe do lado da pessoa que acolhe uma criança doente ou com deficiência. Quem
age assim também experimenta a companhia de Deus na vida particular e familiar.
Gente! Isso é real! Isso é concreto! Isso é uma promessa!
Conclusão
Sejamos mais sensíveis com as nossas crianças, mesmo que isto nos custe
algum sacrifício. No Salmo 127 está escrito que as crianças são uma bênção de
Deus; que o fruto que nasce de dentro do ventre de uma mulher é um presente de
Deus. É bom saber que cada criança traz em si a mensagem de que Deus continua gostando
das pessoas, de mim e de ti. Amém!
Pastor Renato Luiz Becker
Dia 23 de setembro de 2012
Itoupava Central - Blumenau - SC
Amém!
Introdução
Outro dia ouvi a música gospel “amém”, cantada em inglês. O refrão dela é mais ou menos assim: “Amém, amém, amém, amém,
amém... Aleluia! Amém, amém, amém, amém, amém...” A
palavra “amém” é uma das mais importantes do nosso Culto Luterano.
Dizemo-la na Liturgia, na Prédica, na Confissão de Fé, nas Orações do
Dia e do Pai Nosso (a mais curta de todas as prédicas) e na Bênção
Final. Expressamos confiança quando dizemos “amém”. Mais
do que isso, com o “amém” damos respostas sólidas a Deus.
A nossa Resposta
É a Comunidade reunida que diz “amém”, depois que a Boa Notícia do Evangelho se faz ouvir; depois que a Palavra de Deus
trouxe luz e paz. Sim, o
nosso Culto tem a ver com “améns”; com respostas. Respostas que somos
chamadas, que somos chamados a dar e a praticar. Aliás, o Culto
que prestamos a Deus é um “amém”; é uma resposta que, para ser dada,
também precisa ser refletida.
A
origem da palavra “amém” é hebraica e já tem mais de três mil anos. O
Povo de Isarel já testemunhava sua fé em Deus,
quando dizia “amém”; quando reagia às palavras que tinham ouvido a
respeito de Deus pela boca de Moisés e dos profetas; quando testemunhava
suas experiências junto com Deus no deserto. Perceberam? A palavra
“amém” é uma resposta que já se dá há milhares de
anos a Deus. Uma resposta que continuamos dando durante 129 anos...
Deus
espera que digamos “amém”. Ele criou o mundo de forma maravilhosa, mas
mesmo assim carece de pessoas que Lhe desafiem;
que Lhe respondam; que reflitam a respeito do Seu querer e que O louvem.
Ao dizermos “amém”, deixamos claro que “assim deve ser”. Gente
querida!... Deus continua criando, quando nos “empurra” a convertermos
os “améns” que dizemos com os nossos lábios nas ações
que acontecem a partir da articulação das nossas mãos e dos nossos pés.
Deus
faz de tudo para que o Seu Povo responda com um “amém”; com um “sim”
que brote de dentro do coração. O “amém” é
uma resposta a ser ensaiada e re-ensaiada durante a nossa vida cristã.
Podemos dizer “amém” com os nossos lábios, com as nossas mãos, com os
nossos pés e com os nossos corações. O “amém” dito com as mãos nos
desafia a doarmo-nos em prol das pessoas famintas;
o “amém” dito com os pés nos impele ao encontro daquelas e daqueles que
têm outras necessidades; o “amém” dito com o coração nos ajuda a não nos
fecharmos às pessoas carentes de carinho; de compreensão. De onde essa
afirmação? Do Evangelho de Mateus 25.40,
onde se lê: “...sempre que o fizestes (a uma destas minhas pequeninas
irmãs) a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.”
Conclusão
Queridas
e queridos do Ensino Confirmatório! Querida Comunidade aniversariante! O
“amém” que dizemos sempre tem a ver com crer; esperar; amar e viver!
O “amém” é uma resposta a ser exercitada durante toda a nossa vida. Lá
no final da nossa história, em algum momento, quando já tivermos bem
ensaiado o “amém”, receberemos o “amém”, a boa “resposta de Deus”. O
“amém” de Deus
é maior do que o “amém” que somos capazes de dizer aqui neste Culto! “Amém, amém, amém, amém, amém... Aleluia! Amém, amém, amém, amém, amém...”
Pastor Renato Luiz Becker
Dia 16 de setembro de 2012
Itoupava Central – Blumenau – SC








